MENU

Identifique-se!

Se já é assinante informe seus dados de acesso abaixo para usufruir de seu plano de assinatura. Utilize o link "Lembrar Senha" caso tenha esquecido sua senha de acesso. Lembrar sua senha
Área do Assinante | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler

Ainda não assina o
Minuano On-line?

Diversos planos que se encaixam nas suas necessidades e possibilidades.
Clique abaixo, conheça nossos planos e aproveite as vantagens de ler o Minuano em qualquer lugar que você esteja, na cidade, no campo, na praia ou no exterior.
CONHEÇA OS PLANOS

Minuano Conecta

'Não sei. Só sei que foi assim'

Auto da Compadecida ganha segunda temporada no dias 19 e 20 de setembro

Em 29/08/2026 às 14:42h
Márlon Castro Posqui

por Márlon Castro Posqui

'Não sei. Só sei que foi assim' | Minuano Conecta | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Com música ao vivo, figurinos e cenários, o Grupo de Teatro Os Carlitos traz sua própria leitura do clássico de Ariano Suassuna / Foto: Francisco Assis

Há histórias que terminam quando as cortinas se fecham. Outras parecem continuar depois que as luzes do palco se apagam. Foi assim com Auto da Compadecida, na montagem do Grupo de Teatro Os Carlitos. Depois de quatro apresentações com ingressos esgotados e sessões lotadas, o espetáculo retorna ao palco do Cenarte/Urcamp para uma segunda temporada.

Foi a resposta dos espectadores que mostrou que a história ainda tinha algo a oferecer. “A principal motivação foi a resposta do público. Isso aí foi algo surreal, teve uma repercussão maravilhosa. Tivemos quatro apresentações com casa cheia, com todos os ingressos esgotados, vendidos muito antes das apresentações”, relata.

Entre risadas e lágrimas, João Grilo, Chicó, Manuel, a Compadecida e os demais personagens voltaram a habitar o imaginário do público bajeense. A reação, segundo o diretor, ultrapassou a simples identificação com uma história conhecida. Os espectadores reconheceram os personagens, se emocionaram com suas trajetórias e, ao mesmo tempo, encontraram uma interpretação própria construída pelos atores do grupo.

Conseguir apresentar uma história que já vive na memória coletiva de uma maneira diferente, foi um dos grandes resultados da montagem. A familiaridade com os personagens, popularizados também por outras adaptações da obra, não impediu que o elenco dos Carlitos construísse sua própria leitura.

A segunda temporada nasce, portanto, menos de uma estratégia e mais de uma necessidade. Muita gente queria rever o espetáculo. Outros ficaram de fora das primeiras sessões. E os próprios atores, que se envolveram profundamente com os personagens, receberam com entusiasmo a possibilidade de voltar ao palco. Mas o retorno também chega com uma despedida anunciada. As apresentações de setembro serão as duas últimas da montagem.

Uma história que ainda fala sobre nós

Décadas depois de ser escrita, Auto da Compadecida continua encontrando espaço entre diferentes gerações porque, para Godinho, Ariano Suassuna conseguiu falar de questões que permanecem reconhecíveis no cotidiano brasileiro.

Pobreza, esperteza, poder, religiosidade, injustiça, amizade, compaixão, fé e esperança atravessam a história. Tudo aparece misturado ao humor e à cultura popular, sem afastar os personagens de sua humanidade.

A graça, nesse caso, também carrega reconhecimento. O público ri das artimanhas de João Grilo e das histórias de Chicó, das autoridades religiosas e dos poderosos da cidade. Mas, em meio ao riso, encontra características que ultrapassam o sertão nordestino e alcançam uma identidade brasileira mais ampla.

O mundo mudou, mas algumas contradições humanas permanecem. E é nesse espaço entre o passado e o presente que a peça continua encontrando o público.

O teatro nunca acontece duas vezes

Para quem já assistiu à primeira temporada, voltar ao teatro pode parecer apenas uma repetição. Para o grupo, no entanto, cada apresentação é uma experiência diferente.

A própria primeira temporada mostrou isso. As quatro sessões tiveram suas particularidades, com diferentes relações entre atores e espectadores. A plateia muda, a energia muda, as emoções mudam e o espetáculo amadurece a cada encontro. “Para quem já viu, venha novamente, porque o teatro nunca é igual duas vezes.”, resume Godinho.

No palco, não existe a possibilidade de simplesmente voltar a uma cena e reproduzir exatamente o que aconteceu na noite anterior. Há o público presente, os atores dividindo o mesmo espaço, a música executada ao vivo e a energia particular de cada apresentação.

Por isso, quem retorna pode perceber detalhes que passaram despercebidos na primeira vez. Pode rir de uma cena que antes provocou apenas um sorriso, se emocionar novamente com um momento já conhecido ou simplesmente experimentar a história de outro lugar.

Nos dias 19 e 20 de setembro, às 20h, no teatro do Cenarte/Urcamp a comunidade poderá rever os artistas: Brênder Fagundes (João Grilo), Laura Maruri (Chicó), Santiago Marques (Padre João), Fabi Godinho (Dorinha), Éderson Coitinho (Padeiro Eurico), Carol Lima (Freira Selma), Luh Barcellos (Palhaço), Thomas Porto (Palhaço Músico), Michel Godinho (Major Antônio Morais), Pedro Saraiva (Bispo de Taperoá), Rodrigo Dias (Severino do Aracaju), Manoel Henrique (Cangaceiro 1), Samuel Delabari (Cangaceiro 2), Márlon Posqui (Encourado), Renato Pereira (Manuel) e Alice Simões (A Compadecida).

Os ingressos estão à venda e, diante da procura registrada na primeira temporada, o diretor deixa o aviso em tom de brincadeira, aproveitando uma das marcas do próprio espetáculo: "pelo amor de Deus, comprem logo e não deixem para pedir misericórdia quando os ingressos acabarem." 

Galeria de Imagens
Leia também em Minuano Conecta
PLANTÃO 24 HORAS

(53) 9167-1673

jornal@minuano.urcamp.edu.br
SETOR COMERCIAL

(53) 3242.7693

jornal@minuano.urcamp.edu.br
CENTRAL DO ASSINANTE

(53) 3241.6377

jornal@minuano.urcamp.edu.br