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Julgamento rápido e condenação: o desfecho no Tribunal do Júri

Em 11/05/2026 às 17:35h
Rochele Barbosa

por Rochele Barbosa

Julgamento rápido e condenação: o desfecho no Tribunal do Júri | Minuano Conecta | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Foto: Reprodução/Arquivo JM

Menos de um ano após o crime, o caso Mirella foi levado a julgamento no Tribunal do Júri de Bagé, evidenciando a celeridade da Justiça diante da gravidade dos fatos.

A ré permaneceu presa preventivamente desde o dia do crime. Durante a fase inicial da investigação, ela chegou a confessar a autoria. No entanto, ao longo do processo judicial, adotou outra postura: permaneceu em silêncio nas audiências e negou o crime em etapas posteriores e no dia do júri popular, ficou em silêncio, estratégia considerada comum dentro do direito de defesa. 

O julgamento foi marcado por forte comoção, o salão do Júri, no Fórum de Bagé, estava lotado. Diversas testemunhas foram ouvidas, incluindo vizinhos que relataram a relação difícil entre mãe e filha. Um dos depoimentos mais marcantes foi o de uma vizinha que cuidava da menina e que afirmou que teria acolhido a criança, caso soubesse do risco que ela corria. Inclusive ela já havia falado para o Conselho Tutelar sobre a situação. 

A acusação foi conduzida por promotores que enfatizaram a gravidade do crime e a contundência das provas, especialmente a confissão inicial e os laudos periciais. Já a defesa, realizada por um defensor público de fora da cidade, teve atuação discreta, com poucos argumentos diante do conjunto probatório considerado robusto, inclusive ele apenas dizia que a ré tinha direito a ser defendida. A defensoria de Bagé, no momento do fato, não se sentiu apta para prestar o serviço. 

O delegado responsável pela investigação também prestou depoimento no plenário, reforçando a consistência das provas colhidas ainda no início do caso — momento considerado crucial, já que as informações obtidas “no calor dos acontecimentos” tendem a ser mais precisas.

O júri se estendeu ao longo de um dia inteiro, refletindo a complexidade e a repercussão do caso. Ao final, a ré foi condenada a 25 anos pelos jurados.

O processo evidenciou não apenas a responsabilização criminal, mas também levantou reflexões importantes sobre os limites da atuação preventiva de órgãos como conselhos tutelares e forças de segurança. Conforme destacado durante o julgamento, identificar situações de risco dentro do ambiente familiar é um dos maiores desafios enfrentados pelas instituições.

O caso Mirella segue sendo lembrado como um alerta sobre a importância da atenção coletiva a sinais de vulnerabilidade infantil. Mais do que um episódio criminal, tornou-se um marco de reflexão para a sociedade sobre violência intrafamiliar e a necessidade de redes de proteção mais eficazes.

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