Região
Hulha Negra recebe cerca de R$ 506 mil para enfrentar os impactos causados pela estiagem
Recurso federal será usado para garantir abastecimento de água e assistência às famílias afetadas escassez hídrica
por Márlon Castro Posqui
O município de Hulha Negra foi contemplado com o repasse de aproximadamente R$ 506 mil do governo federal para execução de ações emergenciais de Defesa Civil. O recurso, autorizado por portaria do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e publicado no Diário Oficial da União, será destinado ao enfrentamento dos impactos causados pela estiagem que atinge a região.
De acordo com a coordenadora do Setor de Meio Ambiente e Defesa Civil da Prefeitura, Jocimeri Portes de Oliveira, o valor será aplicado em medidas de resposta imediata. “Recurso será destinado a ações de resposta, dentro da demanda a partir do Decreto n° 2.916 de 10 de fevereiro de 2026, sendo uma ação de minimizar os impactos referente a estiagem, será entregue Cestas básicas, Locação de Caminhão e aquisição de combustível (óleo diesel) para poder dar assistência às famílias, suprindo a demanda de entregas que nos últimos meses se intensificou”, afirma.
O Decreto nº 2.916, de 10 de fevereiro de 2026, declarou situação de emergência nível II em Hulha Negra em razão da estiagem prolongada que atinge o município. O documento aponta que a falta de chuvas regulares provocou déficit hídrico significativo, com redução nos níveis de vazão dos poços que abastecem tanto a área urbana quanto a rural, comprometendo o fornecimento de água para atividades essenciais.
A estiagem afetou diretamente toda a população do município, tanto na área urbana quanto rural. Segundo Jocimeri, o decreto de emergência foi motivado principalmente pela escassez de água para atividades essenciais. “Todos os habitantes, foram afetados direto e indiretamente, o Decreto baseou-se a partir da necessidade de água diretamente para atividade essências, sendo que escolas, postos de saúde e outros espaços essenciais foram prejudicados, até com dias de paralização total de atividades”, explica.
Na zona rural, a situação é ainda mais crítica. Atualmente, mais de 200 famílias dependem do abastecimento por caminhões-pipa, além de escolas, postos de saúde e um acampamento do MST. A falta de água também impacta diretamente a produção primária e, consequentemente, a economia local.
Para a coordenadora, o valor será suficiente para atender a demanda emergencial neste momento. “Esse valor vai atender as demandas nesse período, principalmente por aumentar a capacidade de entrega de água pelo município, pois com a contratação de mais um caminhão, potencializará a capacidade de atender as famílias mais regularmente”, destacou.
Apesar das medidas emergenciais, o município também busca solução de longo prazo para o problema da falta de água. Estão previstos investimentos por meio de projetos como o da Funasa, que abrange localidades como Santo Antônio, Cachoeirinha e o Núcleo Urbano, além do programa “Água para Todos”, do Ministério das Cidades, e a implantação de uma Estação de Tratamento de Água (ETA) no assentamento Conquista da Fronteira.
O recurso será transferido em parcela única e deverá ser utilizado em até 180 dias. A prefeitura já definiu o plano de aplicação, priorizando a assistência direta às famílias. Entre as ações previstas estão a entrega de cestas básicas, a locação de caminhão-pipa e a compra de combustível.

