Região
Prédio da Âmbar energia deve receber Escola Jerônimo Mércio da Silveira após adequações estruturais
por Márlon Castro Posqui
Após quase oito meses de incerteza e mobilização da comunidade escolar, a Escola Estadual Jerônimo Mércio da Silveira deve iniciar o novo ano letivo de forma gradual, e após adaptações na estrutura, migrar para o prédio da Âmbar Energia que teve o termo de cessão parcial do imóvel assinado nesta terça-feira, 10, encerrando um período de angústia vivido por alunos, professores e famílias de Candiota.
A assinatura do documento foi celebrada pelo prefeito em exercício, Marcelo Gregório, e pelo secretário municipal de Educação, Michel Feijó, após o recebimento do termo assinado pelo diretor de Operações Térmicas da Âmbar Energia, Fábio Tales Bindermann. O espaço passará a abrigar os estudantes da escola de forma provisória, garantindo condições para o início das aulas. “Esta é uma conquista não somente do nosso governo, mas sim da sociedade candiotense. Um trabalho feito por muitas pessoas”, destacou Marcelo Gregório.
A definição do novo local para funcionamento da escola era aguardada desde a interdição do prédio original, que apresentou problemas estruturais e elétricos, conforme já noticiado pelo Jornal Minuano. Desde então, os estudantes vinham tendo aulas em espaços provisórios, enquanto o poder público buscava uma alternativa segura e viável.
Sobre o início das atividades, a coordenadora da 13ª CRE, Carmem Bueno, explicou que o retorno às aulas deve ocorrer de forma gradual. “Estamos em tratativas para garantir o atendimento aos alunos. Em um primeiro momento, o prédio da Âmbar Energia será utilizado, após as adequações necessárias. As aulas devem iniciar no formato híbrido, com parte presencial e parte remota já na próxima semana”, afirmou. Segundo ela, ainda estão sendo definidos os detalhes do atendimento presencial. “Será necessário dividir as salas e realizar adaptações, já que os espaços são amplos e não foram projetados originalmente para o funcionamento de salas de aula”, completou.
Ao longo de 2025, pais, alunos e professores chegaram a se mobilizar publicamente, cobrando uma solução definitiva. Paralelamente, o governo do Estado confirmou a construção de um novo prédio para a escola, projeto que ainda depende de etapas técnicas e burocráticas, como elaboração do projeto executivo e licitação.

