Cidade
Agosto termina com 95 postos formais de trabalho fechados em Bagé
por Melissa Louçan
Bagé fechou agosto com saldo negativo de 95 empregos formais, segundo os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). Ao longo do mês, foram registradas 469 admissões e 564 desligamentos, resultado que interrompe a redução das perdas observada em julho.
Com o resultado de agosto, o número de empregos formais com carteira assinada em Bagé chegou a 17.339. Entre os setores analisados pelo Novo Caged, apenas dois tiveram saldo positivo no mês: agropecuária e construção. O primeiro abriu oito postos, enquanto o segundo registrou seis novas vagas.
Na outra ponta, os serviços tiveram saldo negativo de 30 postos. O comércio registrou o fechamento de 38 vagas e a indústria, de 41. Assim, os três setores concentraram a maior parte das perdas registradas no município durante o mês.
Os dados também permitem observar o tempo de permanência dos trabalhadores nos empregos formais. Em Bagé, a média registrada é de 30,8 dias de vínculo. A agropecuária apresenta o maior tempo médio, com 40,6 dias, enquanto a construção tem a menor permanência, com 13,4 dias.
A métrica considera o número de dias civis em que o trabalhador permaneceu formalmente vinculado à empresa antes do desligamento. O indicador é utilizado para acompanhar a rotatividade da mão de obra e identificar se os desligamentos ocorrem pouco tempo depois da contratação ou após períodos mais longos de permanência.
No recorte que considera o tempo médio de trabalho no ano, o indicador de Bagé é de 16,5 dias trabalhados. A diferença entre os indicadores ajuda a observar não apenas a quantidade de contratações e desligamentos, mas também a duração dos vínculos registrados no mercado formal do município.

