Cidade
André Venzon retorna a Bagé com exposição de 30 anos de carreira
Mostra com curadoria de Ana Paula Caneda reúne trabalhos de três décadas de carreira na Galeria Edmundo Rodrigues, no Palacete Pedro Osório.
por Miquéli Romero
Após dez anos de sua última exposição individual em Bagé, o artista visual, curador e gestor cultural André Venzon retorna à cidade com a mostra EXTEMPORÂNEO – Tudo tem o seu tempo. A exposição reúne cerca de 50 obras produzidas ao longo de seus 30 anos de trajetória artística e marca o início da itinerância do projeto e as comemorações de seus 50 anos de vida, celebrados em 2026.
Com curadoria da bajeense Ana Paula Caneda, a mostra é lançada nesta quinta-feira, 1º de outubro, na Galeria Edmundo Rodrigues, no Palacete Pedro Osório e segue até o dia 16, com visitação aberta ao público de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h30.
A seleção reúne trabalhos de diferentes períodos e linguagens, incluindo objetos, tapeçarias, fotografias, postais, serigrafias, brinquedos, mapas, pratos e balaclavas. Sem seguir uma ordem cronológica, a exposição aproxima obras que exploram temas como cidade, memória, identidade e transformação.
A cidade na obra de Venzon
Um dos elementos recorrentes na produção do artista é o tapume, que ganha dimensão artística e representa as transformações da paisagem urbana. A cor rosa, característica de seus trabalhos, também está presente nessa pesquisa.
Por meio de objetos e imagens, Venzon investiga as mudanças dos espaços urbanos, aquilo que desaparece e os elementos que passam a adquirir novos significados. A proposta da exposição é estabelecer relações entre diferentes momentos de sua trajetória.
A mostra também dialoga com a tradição artística de Bagé, cidade que teve papel importante na formação do Grupo de Bagé, a partir da década de 1940. Entre seus integrantes estão Glênio Bianchetti, Glauco Rodrigues e Danúbio Gonçalves.
Para a curadora Ana Paula Caneda, o conceito de extemporâneo está relacionado à possibilidade de “existir fora do compasso do próprio tempo, habitando uma temporalidade que desafia o presente imediato”.

