Fogo Cruzado
Senado aprova projeto que cria um mecanismo de reestruturação das dívidas rurais
por Redação JM
Em uma noite de intensa articulação política e de mobilização do setor, o Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira, 10, o projeto de lei que cria um mecanismo de reestruturação das dívidas rurais utilizando recursos do Fundo Social, representa mais uma esperança para o setor produtivo rural que enfrenta uma das piores crises, castigados por sucessivas estiagens e pelas enchentes históricas que devastaram o Rio Grande doSul. Como o texto sofreu alterações no Senado, a matéria retorna agora para a Câmara dos Deputados.
O deputado federal Afonso Hamm, do Progressistas, coordenador da Bancada Gaúcha e que foi relator da proposta na Câmara dos Deputados, esteve presente em toda tramitação, reuniões, mobilização sendo o elo entre os movimentos sociais do agro, o Parlamento e o Governo Federal. Na tarde desta quarta-feira, Hamm, junto com alguns parlamentares do Rio Grande do Sul e representantes dos produtores, intensificaram a mobilização de bastidores para garantir que a matéria fosse votada.
â"O PL 5122 é uma conquista do agro gaúcho e brasileiro, construída a várias mãos, com a participação dos produtores e das entidades representativas. Não é anistia e não é perdão de dívida. O produtor vai pagar. O que estamos propondo é uma reestruturação compatível com a realidade de quem perdeu a produção e investimentos nas últimas cinco safras por fatores climáticos", enfatizou Hamm.
âO deputado ressaltou que, sem a união e a pressão dos produtores e de lideranças políticas, o governo federal teria imposto um texto diferente. "Não é um projeto apenas para o agricultor. É para toda a cadeia produtiva. Quando o produtor rural vai bem, a cidade vai bem, o comércio vai bem e a economia cresce", completou.
âA aprovação no Senado foi o ponto alto de uma semana de forte mobilização na capital federal, que reuniu parlamentares, entidades de classe e os agricultores do Rio Grande do Sul.
âA votação foi precedida por negociações diretas conduzidas junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que assegurou as condições para que a matéria fosse analisada na noite desta quarta-feira.
A matéria retorna para a Câmara dos Deputados para a análise das alterações feitas pelos senadores. Os movimentos e a bancada gaúcha prometem manter a vigília em Brasília para que a tramitação seja concluída o mais rápido possível e o texto siga para a sanção presidencial.

