Máquinas e Motores
DJ de Bagé transforma Kombi em palco para apresentações musicais
Projeto Dancei na Kombi prevê apresentações em diferentes cidades do Rio Grande do Sul
por Redação JM
DJ Felipe Ratto criou o Dancei na Kombi, projeto que transforma uma Volkswagen Kombi 1995 em palco para apresentações musicais em casamentos, formaturas, inaugurações de lojas, eventos corporativos e ativações de marcas. A proposta marca o retorno do profissional ao mercado de eventos e reúne duas de suas paixões: música e carros.
DJ desde 2004, Ratto reduziu o ritmo de trabalho em 2022, quando passou a atuar em eventos pontuais. Formado em Publicidade, também abriu um estúdio de podcast em Bagé, que funcionou durante dois anos. A ideia de unir música e veículos surgiu durante uma viagem a Porto Alegre. “Decidi unir essas duas coisas, e a Kombi pareceu a escolha perfeita: um veículo icônico, cheio de história e que chama a atenção de todas as gerações”, explica.
A ideia surgiu em março de 2026, e a compra do veículo ocorreu em 10 de abril. A adaptação levou cerca de cinco meses e envolveu mudanças na estrutura do teto, desenvolvimento da identidade visual e instalação dos equipamentos de som e iluminação.
O trabalho de transformação foi realizado com a participação de profissionais de diferentes áreas. Aldo, proprietário da Fibrauto, ficou responsável pela adaptação do teto, com um sistema que permite abrir e fechar a estrutura durante as apresentações. A identidade visual foi desenvolvida por Leandro, da Start, enquanto Yuri Medeiros, da Taz Sound, projetou o sistema de som.
Segundo Ratto, a estrutura foi planejada para facilitar o transporte dos equipamentos e a montagem nos locais dos eventos. A Kombi conta com duas baterias estacionárias e um inversor que fornece energia em 220 volts para os equipamentos compatíveis, incluindo iluminação e aparelhos de DJ. A autonomia é de aproximadamente três horas, conforme o consumo, podendo ser ampliada com a conexão à rede elétrica.
A utilização de um veículo com mais de três décadas de fabricação também exige cuidados. Ratto conta que enfrentou problemas mecânicos já na viagem de Pelotas para Bagé, quando foi buscar a Kombi. Após identificar uma obstrução no tanque de combustível, precisou recorrer a galões de cinco litros para concluir o percurso, com paradas a cada 40 quilômetros. Depois do episódio, realizou uma manutenção completa no veículo.
Para o DJ, a Kombi também funciona como elemento de aproximação com o público. Ele observa que o veículo desperta lembranças em pessoas mais velhas e curiosidade entre crianças e jovens. “É muito interessante perceber como ela aproxima gerações. A mesma Kombi que desperta uma lembrança nos avós também desperta a curiosidade dos netos”, afirma.
A combinação entre o veículo e a música, segundo ele, é o que diferencia o projeto no mercado de eventos. “Acredito que a união entre nostalgia e música boa é o que dá ao Dancei na Kombi uma identidade própria e cria uma energia especial nos eventos”, pontua.
Em menos de um mês de atividade, Ratto já havia fechado datas em outras cidades e recebido propostas para apresentações em São José do Norte e Gramado. Entre os planos, está percorrer o Rio Grande do Sul e levar o projeto ao litoral durante o verão, com participação em eventos e festas em condomínios de Xangri-lá.
O DJ também considera adquirir outra Kombi para desenvolver uma proposta complementar, mas afirma que a ideia ainda está em fase de planejamento. A agenda, os bastidores e as novidades do projeto podem ser acompanhados pelo Instagram @danceinakombi.

