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Máquinas e Motores

Tráfego nas rodovias cresce 1,5% no ano

Em 12/10/2026 às 13:53h

por Redação JM

Tráfego nas rodovias cresce 1,5% no ano | Máquinas e Motores | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Na região, duas rodovias federais integram malha utilizada nos deslocamentos de passageiros e cargas / Tiago: Arquivo JM

O tráfego de veículos nas rodovias do Rio Grande do Sul cresceu 1,5% entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado reúne comportamentos distintos entre os segmentos: enquanto o fluxo de veículos leves avançou 2,8%, o de pesados recuou 2,7%. Os dados são do Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Em setembro, o tráfego total no Estado ficou 5,2% acima do registrado no mesmo mês de 2025. No período, o movimento de veículos leves aumentou 8,2%, enquanto o de pesados apresentou queda de 4,2%. Na comparação entre agosto e setembro, após ajuste sazonal, o índice geral cresceu 2%. O fluxo de leves subiu 2,8%, e o de pesados diminuiu 0,9%.

Considerando os últimos 12 meses, o tráfego agregado nas rodovias gaúchas acumulou alta de 2,3%. Nesse intervalo, o segmento de veículos leves registrou crescimento de 3,5%, enquanto o de pesados teve retração de 1,8%.

Na região da Campanha, as rodovias federais BR-293 e BR-153 integram a malha utilizada nos deslocamentos de passageiros e no transporte de cargas entre os municípios. O levantamento, porém, apresenta indicadores estaduais e não detalha o comportamento do tráfego por rodovia ou cidade. Dessa forma, os números não permitem determinar se a variação registrada no Rio Grande do Sul se repetiu especificamente nos trechos que passam pela região.

Para Alexandre Fontes, superintendente de Negócios B2C da Veloe, os resultados demonstram a diferença de comportamento entre os segmentos. Segundo ele, os veículos leves apresentam variações positivas nas principais comparações, enquanto os pesados mantêm resultados negativos no acumulado do ano e no período de 12 meses. A avaliação, conforme o executivo, reforça a importância de acompanhar os dois segmentos separadamente, pois podem responder de formas distintas ao ambiente econômico e à dinâmica de mobilidade.

O contexto econômico também ajuda a compreender os indicadores. No segundo trimestre de 2026, a taxa de desocupação no Rio Grande do Sul ficou em 4,2%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral. No mesmo período, o rendimento médio real cresceu 5,2% em relação ao segundo trimestre de 2025.

No transporte de cargas, o cenário é mais heterogêneo. Dados de emprego formal apontam diferenças entre os setores, com crescimento dos serviços e retrações na indústria e no comércio no acumulado de 12 meses até julho. O calendário agrícola também compõe esse contexto. No início de setembro, parte significativa das lavouras de trigo ainda estava nas fases de desenvolvimento, floração e enchimento de grãos, antes do período mais intenso de colheita e escoamento. Ocorrências de instabilidade climática, como granizo e vendavais, provocaram impactos localizados em áreas produtoras. Segundo o levantamento, contudo, não é possível mensurar a contribuição desses fatores para o resultado do índice de tráfego.

Além do movimento nas rodovias, dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), compilados pelo Monitor de Preços nas Rodovias, indicam que o Rio Grande do Sul tinha 8.661.672 veículos em agosto de 2026, o equivalente a 6,5% da frota nacional. O total cresceu 0,2% em relação ao mês anterior, 1,6% no acumulado do ano e 2,5% nos últimos 12 meses.

Os automóveis correspondiam a 57,6% da frota estadual, seguidos por motocicletas, com 14,7%; caminhonetes, com 8,3%; e camionetas, com 4,9%. Em relação ao combustível, 43,8% dos veículos utilizavam exclusivamente gasolina, enquanto 38,4% eram movidos a gasolina e etanol. Os veículos a diesel representavam 9,2% da frota, e os elétricos ou híbridos, 0,6%.

A idade média da frota gaúcha era de 20,9 anos. Veículos com mais de duas décadas de fabricação correspondiam a 41,9% do total, enquanto 12,5% haviam sido fabricados nos cinco anos anteriores.

A Veloe destaca que o comportamento dos segmentos deverá continuar sendo acompanhado nos próximos meses para verificar se a diferença entre o crescimento do tráfego leve e a retração do pesado permanece ou se os resultados passam a convergir.

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