Cidade
Tempo bom favorece realização de duas feiras de economia solidária
por Suélen Delabari
O retorno dos dias de tempo bom possibilitou a realização de duas feiras de economia solidária em Bagé neste fim de semana. No sábado, 8, a Feira da Vila Vicentina reuniu cerca de 20 participantes. E neste domingo, 9, a Feira da Maska movimentou a comunidade do bairro Mascaranhas de Moraes, com a participação de 22 expositores.
Na Vila Vicentina, a organização é de Giana Cunha. Segundo ela, o período de inverno costuma representar uma redução no público e no número de expositores, mas a decisão foi manter a atividade para garantir a continuidade da iniciativa. “Foram uns 20 participantes. No inverno a gente sempre tem uma queda de público e de expositores, mas achamos importante não parar e manter o evento”, relata.
A próxima edição da Feira da Vila Vicentina está prevista para 12 de setembro, seguindo a programação de realização no segundo sábado de cada mês. A organização também está iniciando uma parceria com o CTG Pampa e Minuano. A partir da próxima edição, conforme a disponibilidade da agenda da entidade, a programação deverá contar com café e roda de carreta durante as tardes da feira.
No domingo, a Feira da Maska teve como organizadora a artesã Cleusa Silveira e foi realizada na comunidade Mascaranhas de Moraes. A iniciativa nasceu a partir do Maska em Festa, evento para o qual Cleusa foi chamada para auxiliar na produção.
A primeira sugestão feita por ela foi justamente a criação de uma feira de economia solidária. Feirante e professora, Cleusa começou a mobilizar outros expositores que já conhecia das atividades de feiras.
A proposta inicialmente estava vinculada ao Masca em Festa, mas, posteriormente, ganhou autonomia e passou a ser planejada como uma atividade mensal na comunidade.
A ideia é utilizar a quadra comunitária para reunir os expositores e, gradualmente, criar uma cultura de participação entre os moradores. Para a organizadora, a consolidação de uma feira depende de tempo e da adaptação da própria comunidade. “Como a cultura de feira não é assim, vai de uma hora para outra, a comunidade tem que se acostumar, assim como as outras feiras no centro também não iniciaram com muito público. Devemos criar a cultura”, avalia.
Nesta primeira edição, Cleusa contabilizou 22 participantes, entre os que já estavam confirmados e aqueles que aderiram no próprio domingo. A programação também contou com a participação do cantor Franco Echeverri durante a tarde.
A intenção é que a Feira da Maska seja realizada uma vez por mês na comunidade. Moradores interessados em participar podem procurar Cleusa Silveira pelas redes sociais para obter informações e integrar o grupo de expositores.

