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Cidade

Ensino Médio impulsiona Ideb na região

Em 09/08/2026 às 14:02h

por Melissa Louçan

Ensino Médio impulsiona Ideb na região | Cidade | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Maior evolução foi registrada no Ensino Médio Foto: Márlon Posqui

Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 mostram um cenário de avanços para Bagé, especialmente nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Ao mesmo tempo, os dados indicam um desafio para a rede municipal nos anos iniciais, etapa em que o município registrou queda em relação à edição anterior do índice.

Nos anos iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), a rede estadual passou de 5,6 para 6,1, demonstrando evolução no período. Já a rede municipal recuou de 5,8 para 5,5. Como consequência, o índice da rede pública permaneceu estável em 5,7, repetindo o resultado obtido em 2023.

Nos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), Bagé apresentou crescimento em todas as redes. A estadual elevou o índice de 4,8 para 5,4, enquanto a municipal passou de 4,5 para 4,6. No consolidado da rede pública, o Ideb subiu de 4,6 para 4,9.

A maior evolução foi registrada no Ensino Médio. A rede estadual avançou de 3,9 para 4,6 e o índice da rede pública passou de 4,0 para 4,7, evidenciando uma recuperação importante nessa etapa de ensino, que historicamente apresentava os menores indicadores do município.

Os resultados de Bagé acompanham uma tendência observada em parte da região da Campanha, onde diversos municípios também registraram melhora em diferentes etapas da educação básica. Dom Pedrito, por exemplo, apresentou crescimento nos anos iniciais, anos finais e Ensino Médio da rede pública. Candiota também teve evolução expressiva, com avanço em todas as etapas avaliadas. Já Aceguá registrou melhora nos anos finais e no Ensino Médio, embora tenha apresentado redução nos anos iniciais. Em Hulha Negra, os indicadores da rede pública permaneceram estáveis nos anos iniciais e nos anos finais.

A comparação regional demonstra que o avanço observado em Bagé faz parte de um movimento de recuperação em diferentes municípios, mas também evidencia que persistem desafios específicos em cada rede de ensino. No caso bajeense, o principal ponto de atenção está nos anos iniciais da rede municipal, cujo desempenho impediu que o índice consolidado da rede pública avançasse nessa etapa.

Por outro lado, a evolução registrada nos anos finais e, principalmente, no Ensino Médio representa um resultado positivo para o município. O crescimento nessas etapas indica melhora do desempenho educacional e reforça a importância da continuidade das políticas voltadas à aprendizagem dos estudantes.

Para a coordenadora da 13ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Carmem Bueno, o avanço é resultado de um conjunto de ações desenvolvidas pela Secretaria Estadual da Educação e pelas escolas da rede. Segundo ela, a melhora no Ensino Médio reflete um trabalho coletivo voltado ao acompanhamento da aprendizagem e ao monitoramento do desempenho dos estudantes. "Não basta simplesmente aprovar os alunos; eles precisam ter um bom desempenho nas avaliações", afirma. 

Carmem explica que a 13ª CRE ainda está concluindo a análise detalhada dos resultados, escola por escola, mas adianta que o foco para o segundo semestre será a recomposição das aprendizagens, especialmente nos anos iniciais. Ela ressalta que a prioridade é fortalecer a alfabetização, manter o acompanhamento da frequência escolar e dar continuidade às políticas que vêm sendo desenvolvidas na rede estadual. Atualmente, a 13ª CRE atende mais de 15 mil estudantes em 55 escolas da região.

A secretária municipal de Educação e Formação Profissional, Cáren Castêncio, afirma que os resultados do Ideb devem ser utilizados como um instrumento para avaliar as políticas adotadas pela rede. O índice é calculado com base no desempenho dos estudantes no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), exame aplicado pelo Ministério da Educação, e nas taxas de aprovação escolar. Segundo ela, as notas servem como um indicador de reflexão, permitindo "olhar para nossas ações", manter o que apresentou bons resultados e rever estratégias que não tiveram a efetividade esperada.

Em relação aos resultados deste ano, Cáren afirma que a queda registrada nos anos iniciais exige uma resposta rápida da rede municipal. "A redução da nota nos anos iniciais nos alerta para tomada de decisões urgentes para modificar esse cenário. No caso dos anos finais, o aumento da nota também nos dá um indicativo que o trabalho realizado deve ser mantido e ampliado para que na próxima avaliação haja ainda mais progressão", afirma. Conforme a secretária, na próxima semana a pasta iniciará uma avaliação individual dos resultados e o planejamento das ações de cada escola.

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