Cidade
Núcleo de Pesquisas Históricas realiza 8º seminário municipal nos 215 anos de Bagé
por Redação JM
O reitor da Urcamp, professor doutor Guilherme Cassão Marques Bragança, e a presidente da Fundação Attila Taborda, professora doutora Mônica Palomino, marcaram presença nos eventos de homenagem aos 215 anos do município de Bagé. Na manhã de sexta-feira, 17, os dirigentes estiveram na abertura do 8º Encontro Municipal de História de Bagé que trouxe como tema central os 250 anos da Conquista do Forte de Santa Tecla.
A atividade promovida pelo Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda, aconteceu durante a manhã, no Palacete Pedro Osório, com a presença do prefeito, Luiz Fernando Mainardi, do cônsul distrital do Uruguai em Bagé, o diplomata Brian Oscar Rodríguez Cancela, e dos secretários municipais do Turismo e da Cultura, Gustavo Figueira Andrade e Zeca Brito. O evento reuniu pesquisadores independentes, uma delegação de historiadores uruguaios e autoridades militares - o 3º Regimento de Cavalaria Mecanizado (3º RC Mec), sediado em Bagé, recebeu do Exército Brasileiro a denominação histórica de "Regimento Forte de Santa Tecla". Além disso, a unidade militar atua em parceria com a Prefeitura local no desenvolvimento de projetos de revitalização do sítio arqueológico.
Ao lembrar as profundas ligações entre o historiador Tarcísio Taborda, filho do criador da Fundação mantenedora da Urcamp, com a instalação do sítio arqueológico, Bragança afirmou que a história de Bagé precisa ser cuidada permanentemente. “Temos sítios e espaços de cultura amplamente liberados às experiências dos cidadãos. Até por isso, a história precisa ser revisitada e discutida com a presença dos organismos de zelam pelo patrimônio e pelos pesquisadores encarregados de atualizações no conhecimento”, avaliou o reitor reiterando a missão da Urcamp.
Forte de Santa Tecla
O Forte de Santa Tecla, em Bagé, foi construído pelos espanhóis em 1774 como base estratégica durante disputas territoriais de fronteira contra a coroa de Portugal. Destruído por tropas portuguesas em 1801, hoje restam apenas as suas fundações. O sítio histórico é um parque tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN) e um importante destino de turismo militar e cultural na região. Devido à medidas de preservação e segurança, o acervo extraído do parque está exposto no Museu Dom Diogo de Souza, mantido pela FAT/Urcamp, no centro da cidade.

