Campo e Negócios
Seminário reúne especialistas para debater o combate à cisticercose bovina em Bagé
por Suélen Delabari
Cerca de 120 pessoas participaram do seminário que debateu a Cisticercose Bovina, realizado na terça-feira, 7, na Associação Rural de Bagé. A doença é um dos principais desafios sanitários para a cadeia produtiva da carne no Rio Grande do Sul. O evento, que contou com apoio e participação da Urcamp, patrocínio da Fundesa e da Minerva Foods, reuniu público variado, entre profissionais, acadêmicos e produtores de cidades como Porto Alegre, Santana do Livramento e Santa Maria, além de representantes do Uruguai.
O painel apresentado pelos palestrantes trouxe dados relacionados a condenação do produto, perspectiva da indústria em relação a doença, riscos, prevenção e impactos na saúde pública. Como experiência internacional, o médico veterinário Silvio Quadro, representante o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, compartilhou os indicadores do país vizinho e experiências relacionadas ao controle da doença, promovendo uma troca de informações com os especialistas brasileiros.
A organizadora do evento e presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Bagé (Comder), Giovana Evangelista, avaliou o evento como positivo através da troca de experiências e troca de informações entre os participantes. "Ficamos gratos pela participação, além da interação que auxiliou no esclarecimento de dúvidas e experiências. Nosso estado se destaca entre os mais afetados pela doença, por isso é importante trocarmos informações e buscarmos conhecimento sobre o tema que causa pesadas perdas financeiras aos pecuaristas e a indústria", destaca.
Além da importância da inspeção sanitária, o encontro também trouxe dados relevantes a respeito do desenvolvimento da vacina que esta em fase de testes. O imunizante esta sendo desenvolvido pela Embrapa Gado de Corte, em parceria com universidades e a Fiocruz. Os testes estão sendo realizados na região centro-oeste do país e deve interromper o ciclo da zoonose.
Os encaminhamentos ainda serão definidos, mas de acordo com a presidente do Comder a expectativa é que as discussões fortaleçam iniciativas e acompanhem as pesquisas cientificas que possam embasar alterações na legislação sanitária.

