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Alana Nunes transforma a terra em poesia em novo livro

"Num mundo cada vez mais mecanizado, encontrar as coisas do coração já é uma grande resistência”

Em 23/05/2026 às 08:03h

por Melissa Louçan

Alana Nunes transforma a terra em poesia em novo livro | Minuano Conecta | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Autora lança terceira obra dedicada aos elementosFoto: Divulgação

“Somos formados pelos elementos da natureza; e, como tudo que vem da terra, vivemos um ciclo e à ela retornamos. Nesse meio tempo geramos vida, arte, trabalho, sonhos...somos férteis. Não estamos separados da terra”. Assim a escritora Alana Nunes, 41 anos, define seu novo trabalho, Nós que somos terra, o terceiro livro da coleção Elementos, iniciada em 2021 com Uma Palavra Puxa a Outra (2021) e Queime Essas Palavras (2023), dedicados à água e ao fogo, respectivamente. O lançamento da obra acontece neste sábado, dia 23, às 18h, no Mr. Broa.

A relação com a poesia existe desde sempre. A escritora costuma dizer que foi poeta antes mesmo de saber o que era poesia. “É uma coisa muito natural. Obviamente que a relação com a escrita veio depois, quando fui alfabetizada. A partir daí sempre escrevi versinhos e poemas. Mas só fui publicar adulta”, conta.

Apesar de hoje enxergar sentido no ato de publicar, Alana conta que a escrita sempre nasceu primeiro de uma necessidade íntima. Durante muitos anos, os poemas ficaram guardados em cadernos acumulados ao longo da vida, escritos sem compromisso com lançamento ou circulação. O prazer estava justamente no processo de escrever, reler e deixar os textos amadurecerem com o tempo. A publicação veio depois, quase como consequência natural.

A coleção Elementos também surgiu de forma espontânea. O primeiro livro só passou a ser entendido como “o livro da água” depois que um amigo percebeu a presença constante desse elemento nos poemas. A partir dali, Alana decidiu seguir explorando os símbolos e energias ligados à natureza. No novo trabalho, a terra ocupa o centro da escrita como aquilo que sustenta, acolhe e conecta. “Meus poemas não buscam a ideia da terra como algo filosófico, mas são terra em essência e presença”, explica.

Em Nós que somos terra, a autora mergulha em temas ligados à vida concreta e às relações afetivas. Maternidade, casa, feminino, ciclos da vida e natureza aparecem ao longo dos poemas.  Os textos foram escritos ao longo dos últimos três anos, sempre surgindo de maneira espontânea, sem uma rotina fixa. Depois da escrita inicial, vem o trabalho de lapidação dos versos, etapa que a autora considera fundamental no processo criativo. Com o passar do tempo, ela percebe ter amadurecido não apenas na literatura, mas também na forma de enxergar o mundo e compreender a própria voz dentro da escrita.

Entre as influências que atravessam sua poesia estão autores como Mário Quintana, Carlos Drummond de Andrade, além de poetas místicos orientais como Rabindranath Tagore e Rumi. A autora também prepara uma oficina de poematerapia inspirada nessas tradições literárias e espirituais, projeto que deve ser divulgado nos próximos meses.

Para Alana, a poesia segue ocupando um espaço importante de resistência em tempos marcados pela velocidade e pela mecanização das relações. Ela acredita que a literatura continua sendo uma forma de sensibilizar, provocar reflexão e criar encontros verdadeiros entre quem escreve e quem lê. “A poesia nos permite sentir. Num mundo cada vez mais mecanizado, encontrar as coisas do coração já é uma grande resistência”, afirma.

Depois de Nós que somos terra, a autora já pensa nos próximos livros da coleção, que ainda deve ganhar volumes dedicados ao ar e ao éter. Antes disso, pretende lançar, junto de seus alunos, a obra Novas ideias para adiar o fim do mundo, inspirada nas reflexões do escritor indígena Ailton Krenak.

 

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