Urcamp
Aula inaugural da Urcamp debate ficção como ferramenta de educação
por Yuri Cougo Dias
A utilização da literatura como instrumento de formação e estímulo ao pensamento crítico esteve no centro da aula inaugural dos cursos de Pedagogia e História da Urcamp, realizada na noite de terça-feira, 10, no Museu Dom Diogo de Souza. O encontro contou com a palestra “A ficção como porta de entrada para a educação”, ministrada pelo advogado formado pela Urcamp e escritor Rodrigo Tavares.
A atividade reuniu estudantes, professores e representantes do meio cultural para refletir sobre as possibilidades de trabalhar a ficção dentro do processo educativo, especialmente na formação de futuros pedagogos e historiadores. A proposta do evento foi discutir a literatura não apenas como narrativa artística, mas como uma ferramenta capaz de estimular sensibilidade, imaginação e pensamento crítico no ambiente escolar.
A abertura da aula inaugural contou com a saudação da pró-reitora de Inovação, Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Urcamp, professora doutora Paula Lemos Silveira, e da diretora do Museu, Carmen Barros, que destacaram o simbolismo do encontro ao reunir educação, memória e produção literária em um espaço cultural da cidade. A coordenação da atividade foi da professora doutora Clarisse Ismério, responsável por conduzir o diálogo entre literatura e formação acadêmica.
Durante a palestra, Rodrigo Tavares abordou o potencial da ficção como porta de entrada para o aprendizado. Autor de obras como Carancho (2023), Ainda que a terra se abra (2020), Andarilhos (2017) e Noite Escura (2009), além dos e-books Contos Sangrentos e A Tropeada, o escritor ressaltou que os livros podem ampliar a percepção de mundo dos estudantes e contribuir para a formação de leitores críticos.
“Os livros são portas abertas para o pensamento crítico e podem ser utilizados para a ampliação do mundo dos estudantes”, afirmou. Para ele, o diálogo com futuros educadores representa também um gesto de confiança no papel transformador da educação. “Foi uma noite de crer em um futuro mais próspero. A educação estará em boas mãos”, destaca.
A estudante do segundo semestre de Pedagogia, Daiana Teichrieb Vargas, avaliou que a discussão reforçou a importância de integrar literatura e educação no processo formativo. Segundo ela, a reflexão permite compreender a leitura não apenas como atividade pedagógica, mas como experiência humana capaz de despertar curiosidade e imaginação.
“O encontro destacou como a literatura pode despertar curiosidade, imaginação e pensamento crítico nos estudantes. Para quem está em formação na área da educação, essa reflexão reforça a importância de olhar para a literatura como um caminho potente para aproximar o conhecimento da sensibilidade”, comenta.
A programação também contou com a participação especial da Confraria Poetas Livres de Bagé, representada pela presidente Cleuza Silveira e pela vice-presidente Lúcia Oliveira. As integrantes apresentaram aos estudantes a trajetória do coletivo cultural e destacaram o papel da literatura na sociedade contemporânea.
{AD-READ-3}Durante a atividade, foram recitados os poemas Museu Dom Diogo e O que não se perde, de Lúcia Oliveira, além de Educar e Mulheres, de Cleuza Silveira. Na ocasião, foi entregue um exemplar da coletânea Poetizar faz bem para o acervo do museu e para a biblioteca da Urcamp.
Para a professora Clarisse Ismério, a aula inaugural buscou justamente promover um espaço de reflexão sobre as múltiplas possibilidades de trabalhar a literatura dentro da educação. “A literatura é uma forte aliada no processo formativo tanto na Pedagogia quanto na História, pois amplia horizontes e estimula diferentes formas de compreender o mundo”, ressalta.

