Região
Procura por seguros aumenta em 200% após sequência de eventos climáticos
por Suélen Delabari
Os prejuízos provocados por eventos climáticos extremos têm influenciado a procura por seguros residenciais na região da Campanha gaúcha. Após episódios de granizo, vendavais e ciclones registrados nos últimos anos, moradores passaram a buscar alternativas para reduzir os custos de recuperação dos imóveis danificados.
Segundo Cléo Coelho, proprietário da CC Corretora de Seguros, a procura por seguros residenciais cresceu aproximadamente 200% nos últimos três anos. O aumento, de acordo com o empresário, se tornou mais expressivo a partir do segundo evento climático, quando os danos registrados em residências reforçaram a preocupação com a proteção patrimonial.
O cenário remete ao episódio de granizo de 2021, que atingiu municípios da Campanha gaúcha e provocou danos em centenas de residências. Nos anos seguintes, outros eventos, como vendavais e ciclones, voltaram a causar prejuízos e ampliaram a atenção para os riscos associados às condições meteorológicas extremas.
Para Coelho, o custo do seguro residencial, em comparação com o de outras modalidades de proteção patrimonial, é um dos fatores que contribuem para a procura. O valor varia conforme as características do imóvel, o patrimônio a ser protegido e as coberturas contratadas.
Cobertura depende do contrato
O seguro residencial pode contemplar a estrutura do imóvel, os bens que estão dentro da casa ou ambos. A contratação também pode incluir coberturas específicas para danos provocados por vendavais, além de incêndios, danos elétricos e roubos, conforme as condições estabelecidas na apólice.
Os prejuízos provocados pelo vento, por exemplo, podem ir além dos danos no telhado. Quando as telhas são removidas, a chuva pode atingir o interior da residência e comprometer forros, pisos, móveis e outros bens. A possibilidade de indenização depende das coberturas contratadas e das condições previstas no seguro.
Conforme o empresário, os valores dos danos registrados em ocorrências atendidas pela corretora variaram de R$ 4 mil a R$ 70 mil, dependendo da extensão dos prejuízos e das partes da residência atingidas.
Como funciona o atendimento após um sinistro
Em caso de danos provocados por um evento climático, a orientação é registrar a situação por meio de fotografias e vídeos e comunicar o ocorrido à corretora ou diretamente à seguradora, conforme os procedimentos previstos no contrato.
Segundo Coelho, após documentar os prejuízos e comunicar o sinistro, o segurado pode iniciar reparos emergenciais necessários para evitar novos danos, como a recolocação de telhas. É importante, entretanto, seguir as orientações da seguradora e guardar notas fiscais e comprovantes das despesas realizadas.
O processo de avaliação e indenização depende das características de cada ocorrência e das exigências da companhia responsável. Por isso, os limites de cobertura, as exclusões e os procedimentos para solicitar o ressarcimento devem ser verificados no momento da contratação.
A sequência de eventos climáticos na região tem reforçado a discussão sobre a proteção das residências diante de situações que podem provocar prejuízos significativos em poucas horas. O crescimento relatado pela CC Corretora de Seguros indica uma mudança na procura por esse tipo de serviço entre os clientes atendidos pela empresa.

