MENU

Identifique-se!

Se já é assinante informe seus dados de acesso abaixo para usufruir de seu plano de assinatura. Utilize o link "Lembrar Senha" caso tenha esquecido sua senha de acesso. Lembrar sua senha
Área do Assinante | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler

Ainda não assina o
Minuano On-line?

Diversos planos que se encaixam nas suas necessidades e possibilidades.
Clique abaixo, conheça nossos planos e aproveite as vantagens de ler o Minuano em qualquer lugar que você esteja, na cidade, no campo, na praia ou no exterior.
CONHEÇA OS PLANOS

Cidade

Mobilização nas ruas marca retomada do movimento estudantil em Bagé

Ato reuniu estudantes de diferentes instituições em defesa da democracia e dos direitos estudantis; nova manifestação está prevista para domingo

Em 17/10/2026 às 06:34h
Érica Alvarenga

por Érica Alvarenga

Mobilização nas ruas marca retomada do movimento estudantil em Bagé | Cidade | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
A mobilização coletiva dos estudantes ganhou voz nas ruas / Foto: Thiago Olivar

Por Érica Alvarenga, acadêmica de jornalismo

O grito de “Nas ruas, nas praças, quem disse que sumiu? Aqui está presente o movimento estudantil” ecoou durante a manifestação realizada no domingo (11), em Bagé. Mais do que uma palavra de ordem, a frase expressou o significado da mobilização para estudantes de diferentes instituições de ensino, que voltaram a ocupar os espaços públicos para defender a democracia e os direitos estudantis.

Organizado pelo Movimento Estudantil: Democracia Sempre (MEDS), o ato reuniu acadêmicos da Unipampa, Urcamp, Uergs, IFSul e de outras instituições, além de professores e trabalhadores. A manifestação foi precedida por uma assembleia realizada na sexta-feira (9), na Unipampa, quando representantes estudantis se encontraram para discutir pautas, compartilhar demandas e organizar a mobilização.

A articulação entre estudantes de diferentes realidades marcou a construção do movimento. Durante os encontros e a manifestação, a colaboração entre os participantes demonstrou a disposição de construir uma atuação coletiva, mesmo diante dos desafios que envolvem a organização estudantil.

Para Erykah Rodrigues, socióloga e mestranda em Ensino, uma das organizadoras do MEDS, a retomada não pode ser compreendida apenas como uma reação ao cenário político atual. A mobilização também representa uma possibilidade de reorganização coletiva após um período de menor articulação do movimento estudantil na cidade.

“Não podemos encarar a manifestação como um acidente da história, mas sim, como uma possibilidade de organização coletiva de se reerguer depois de muitos anos desmobilizadas”, avalia.

Erykah também destaca que compreender o movimento estudantil exige olhar para a diversidade de pessoas que compõem esse espaço. Estudantes negros, pessoas LGBTQIA+, trabalhadores e pessoas que conciliam a formação acadêmica com responsabilidades familiares, entre outros grupos, compartilham demandas que ultrapassam os limites das salas de aula.

Nesse sentido, a mobilização coletiva permite aproximar experiências distintas e construir espaços de participação a partir de necessidades comuns. Para a socióloga, a articulação entre diferentes grupos não deve se limitar à reunião de pessoas em um ato, mas contribuir para a construção de vínculos e formas permanentes de organização.

Para além de uma manifestação

A realização do ato também levanta uma questão sobre o futuro do movimento estudantil em Bagé: como transformar a mobilização em uma organização capaz de permanecer ativa no cotidiano dos estudantes?

Na avaliação de Erykah, um dos desafios é evitar que a participação coletiva se restrinja a acontecimentos específicos. A continuidade depende da construção de vínculos nos espaços frequentados pelos estudantes e da possibilidade de participação ativa nas decisões e nas ações do movimento.

“É o Movimento Social a base de efervescência primordial para a sustentação de qualquer projeto político que almeja a transformação social”, afirma.

A reflexão aponta para a importância de uma organização que não dependa exclusivamente de momentos de maior mobilização, mas que encontre formas de manter o diálogo entre os participantes e de ampliar a participação estudantil ao longo do tempo.

A assembleia realizada na sexta-feira foi um passo nesse sentido, ao reunir representantes de diferentes instituições para compartilhar perspectivas e planejar ações. O encontro permitiu estabelecer um espaço de diálogo entre estudantes que, embora vivenciem realidades acadêmicas distintas, encontram pautas em comum.

A força da organização coletiva

A retomada do movimento estudantil também evidencia a importância de os próprios estudantes participarem da construção dos espaços que representam suas demandas. A presença de acadêmicos de diferentes instituições nas etapas de organização e no ato de domingo demonstrou a disposição de colaborar, compartilhar responsabilidades e ocupar as ruas coletivamente.

A participação de estudantes com trajetórias distintas e a determinação demonstrada durante o ato evidenciaram a força dessa articulação. A experiência também destacou o papel da organização coletiva como instrumento de expressão e participação social.

O grito que marcou a manifestação sintetizou esse sentimento de retomada. Ao reivindicar a presença do movimento estudantil nas ruas e nas praças, os participantes também chamaram a atenção para a importância de recuperar espaços de encontro, diálogo e atuação conjunta.

A mobilização terá continuidade neste domingo, 18, com concentração às 14h, na Praça Carlos Gomes, ao lado da escola Silveira Martins, e caminhada em direção à Praça de Esportes. No local, os participantes pretendem promover uma manifestação cultural, com apresentações artísticas, distribuição de materiais e diálogo com a comunidade, incluindo estudantes e trabalhadores da cultura, dando sequência à articulação coletiva em defesa da democracia e dos direitos estudantis.

Galeria de Imagens
Leia também em Cidade
PLANTÃO 24 HORAS

(53) 9167-1673

jornal@minuano.urcamp.edu.br
SETOR COMERCIAL

(53) 3242.7693

jornal@minuano.urcamp.edu.br
CENTRAL DO ASSINANTE

(53) 3241.6377

jornal@minuano.urcamp.edu.br