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Saúde

Fisioterapia do HU já realizou mais de 6 mil atendimentos em 2026

Clínica-Escola da Urcamp atende cerca de 720 pacientes por mês e oferece assistência gratuita em diferentes áreas da Fisioterapia

Em 10/10/2026 às 13:19h
Miquéli Romero

por Miquéli Romero

Fisioterapia do HU já realizou mais de 6 mil atendimentos em 2026 | Saúde | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
A estrutura contempla diferentes áreas de atuação Foto: Arquivo JM

O Hospital Universitário (HU), mantido pela Fundação Attila Taborda (FAT), realiza cerca de 720 atendimentos mensais por meio do serviço de Fisioterapia vinculado ao curso da Urcamp. Somente em 2026, já foram registrados aproximadamente 6,5 mil atendimentos, que aliam a formação prática dos acadêmicos à assistência gratuita à comunidade.

A estrutura contempla diferentes áreas de atuação, incluindo Fisioterapia Neurológica, Ortopedia e Traumatologia, Reumatologia e Cardiopneumologia, esta última também voltada aos pacientes internados no hospital. O serviço conta ainda com o Ambulatório de Estimulação Precoce, destinado a crianças de zero a três anos. A maioria dos atendimentos é direcionada ao público adulto.

Apesar do volume de procedimentos realizados, o serviço ainda é pouco conhecido por parte da população. Os atendimentos são conduzidos por acadêmicos de Fisioterapia, com supervisão dos professores responsáveis por cada área.

Atendimento individualizado

Conforme a coordenadora do curso de Fisioterapia, Simone Silva, os pacientes chegam ao serviço por meio de encaminhamentos do Centro Especializado em Fisioterapia, da Prefeitura de Bagé. Após o encaminhamento médico, a equipe realiza a avaliação fisioterapêutica e estabelece um plano de tratamento individualizado.

“Após a admissão do paciente em nosso serviço de Fisioterapia, iremos elaborar o diagnóstico fisioterapêutico e montar o plano de tratamento individualizado para cada paciente, respeitando as suas particularidades”, explica Simone.

A quantidade de sessões e a duração do acompanhamento dependem das necessidades e da evolução de cada paciente, conforme avaliação do fisioterapeuta.

Além de contribuir para a recuperação ou manutenção da funcionalidade, o tratamento busca promover autonomia e qualidade de vida. Para os acadêmicos, a experiência permite aplicar os conhecimentos adquiridos durante a graduação e desenvolver habilidades técnicas e clínicas.

“É onde o conhecimento construído em sala de aula passa a fazer sentido na prática. O estudante aprende a avaliar, estabelecer objetivos terapêuticos, elaborar o plano de tratamento, acompanhar a evolução e, principalmente, compreender que cada paciente possui necessidades, histórias e contextos diferentes”, destaca a coordenadora.

Serviço gratuito atende municípios da região

O atendimento é viabilizado por meio de contrato com o Estado e contempla pacientes dos municípios abrangidos pela 7ª Coordenadoria Regional de Saúde: Bagé, Aceguá, Candiota, Hulha Negra, Lavras do Sul e Dom Pedrito.

Segundo o diretor administrativo do Hospital Universitário, Leandro de Deus, a parceria possibilita a oferta do serviço à população regional.

A diretora assistencial e de educação do HU, Giovana Borges, também destaca a importância da estrutura para a comunidade e o trabalho desenvolvido pelos acadêmicos. “Nós do Hospital Universitário ficamos muito felizes em conseguir atender a nossa população com os nossos alunos, que fazem um serviço de excelência. Estamos sempre fazendo o melhor dentro das nossas condições para mantermos a estrutura e equipamentos adequados para o bom funcionamento do serviço”, afirma.

Integração entre FAT, HU e Urcamp

O reitor da Urcamp, professor doutor Guilherme Cassão Marques Bragança, ressalta que a ampliação dos campos de estágio e dos atendimentos gratuitos integra o compromisso assumido pela gestão com a comunidade acadêmica e a sociedade.

“Desde que assumimos a gestão da Urcamp, firmamos um compromisso com a comunidade acadêmica e com a sociedade! Nos comprometemos em ampliar os campos de estágio e, assim, aumentar significativamente os atendimentos gratuitos à comunidade”, afirma.

Para o reitor, é importante compreender a atuação conjunta das instituições mantidas pela Fundação Attila Taborda.

“É fundamental, portanto, que a sociedade não separe a Fundação Attila Taborda (FAT), o HU e a Urcamp. A FAT mantém o HU e a Urcamp, sendo que os professores da Urcamp e os alunos são os responsáveis pelo maravilhoso serviço de reabilitação que a Fisioterapia entrega à comunidade”, destaca.

Guilherme também ressalta que a atuação da universidade nos serviços de saúde vai além da formação em sala de aula. Segundo ele, os atendimentos realizados no HU envolvem acadêmicos e professores de diferentes cursos, como Psicologia, Enfermagem, Nutrição, Farmácia, Biomedicina, Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia.

“Quando ouvimos falar em Urcamp, não podemos pensar apenas na instituição de ensino, mas, sim, precisamos entender como uma rede forte e comprometida com a sociedade”, pontua.

O reitor acrescenta que a oferta dos serviços gratuitos contribui para atender demandas que, segundo ele, não seriam absorvidas integralmente pela estrutura pública disponível.

“Sem a Urcamp, muitos atendimentos não seriam feitos porque o poder público não tem estrutura para assumir tamanha demanda. Sem a Urcamp, pessoas estariam sem qualidade de vida!”, declara.

Lista de espera e novos projetos

Apesar do volume de atendimentos, o serviço mantém lista de espera para todas as áreas. A procura é especialmente elevada para o tratamento de fibromialgia.

Diante dessa demanda, a coordenação do curso trabalha, juntamente com o professor mestre Everton Silveira, na elaboração de um projeto específico para ampliar o atendimento a pacientes com a condição, envolvendo também os acadêmicos.

 

 

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