Eleições 2026
Direita amplia espaço no Congresso e na Assembleia gaúcha
por Melissa Louçan
A eleição de domingo, 4, definiu uma nova composição para o Legislativo brasileiro a partir de 2027, com avanço dos partidos de direita e centro-direita. Na Câmara dos Deputados, o PL será a maior bancada, com 121 dos 513 deputados eleitos, 24 a mais do que conquistou em 2022. A segunda maior representação será da federação formada por PT, PCdoB e PV, de esquerda, com 82 parlamentares.
Entre as demais bancadas, aparecem partidos tradicionalmente identificados com o centro e a centro-direita, como União Brasil, PP, PSD e MDB, enquanto PSOL, PDT e outras legendas completam o quadro. A composição partidária, portanto, aponta para uma Câmara com maior peso de legendas de direita e centro-direita, embora a definição do posicionamento político varie de acordo com o partido e sua atuação em cada tema.
No Rio Grande do Sul, o cenário acompanha essa configuração. O PL também terá a maior bancada na Câmara, com oito dos 31 deputados federais eleitos, seguido pelo PT, com cinco, e pelo PP, com quatro. Ao todo, 21 dos 31 parlamentares gaúchos foram reeleitos.
A mudança também alcança o Senado. Das duas vagas em disputa no Rio Grande do Sul, foram eleitos Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo), ambos de partidos situados à direita. Com a permanência de Hamilton Mourão (Republicanos), a bancada gaúcha passará a ser formada, a partir de 2027, por três senadores de legendas identificadas com a direita.
Na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, o movimento se repete. O PL será a maior bancada, com 12 dos 55 deputados, consolidando a maior representação do partido na história da Casa. PT terá nove cadeiras e PP, sete. MDB e PSD terão cinco deputados cada, enquanto Republicanos e PDT terão quatro.

