Eleições 2026
O voto como escolha: jovens e idosos participam das eleições em Bagé
Aos 75 e aos 16 anos, Maria Terezinha e Antônio foram às urnas por escolha
por Miquéli Romero
O exercício da democracia não termina quando o voto deixa de ser obrigatório. Em Bagé, eleitores de diferentes gerações decidiram comparecer às urnas neste domingo (4), mesmo sem a obrigatoriedade do voto. Entre eles estão a aposentada Maria Terezinha Taline Baggio, de 75 anos, e Antônio Pereira Menezes, de 16 anos, que vota pela primeira vez.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bagé tem 88.087 eleitores aptos a votar nestas eleições. Desse total, 73.498 estão no grupo para o qual o voto é obrigatório, enquanto 14.589 têm voto facultativo.
Entre os eleitores com voto facultativo, 13.254 têm mais de 70 anos e 439 são jovens de 16 e 17 anos. Os números mostram que, embora estejam em momentos bastante diferentes da vida, essas duas faixas etárias representam uma parcela importante do eleitorado que pode escolher entre comparecer ou não às urnas.
Experiência e consciência
Natural de Encantado, no Rio Grande do Sul, Maria Terezinha viveu por muitos anos em Santana do Livramento, onde chegou a exercer dois mandatos como vereadora. Há quase 21 anos mora em Bagé e mantém, ao lado do esposo, o hábito de participar das eleições.
Para ela, a decisão de votar está relacionada à consciência sobre o papel do cidadão e ao exemplo que pretende deixar para as próximas gerações. “Nós somos pessoas conscientes. Eu sou funcionária pública aposentada e tenho consciência de que sofro as consequências das más eleições. Eu tenho que dar a minha contribuição, porque continuo sendo uma pessoa útil à sociedade, pelo menos com o exemplo e com os ensinamentos”, avalia.
Primeira vez aos 16
Do outro lado dessa história está Antônio Pereira Menezes. Aos 16 anos, ele participou pela primeira vez de uma eleição. Para o jovem, começar a votar antes que o comparecimento às urnas se torne obrigatório é também uma forma de assumir desde cedo o papel de cidadão. “Eu acho que todo mundo tem que fazer a sua parte, né? É importante. Agora ou não, depois eu vou ter que fazer. Então, já é bom começar desde cedo”, explica.
Primeira votação aos 18
A decisão de participar também marcou a estreia de Kayla Menezes, de 18 anos. Embora pudesse ter feito o título e votado anteriormente, ela só regularizou a situação eleitoral neste ano e foi às urnas pela primeira vez.
Para Kayla, o voto representa não apenas um direito, mas uma forma de participar das decisões que afetam a sociedade. “Eu acho que é um direito nosso vir votar e saber que a gente precisa disso. A nossa população precisa disso. O meu voto pode fazer muita diferença. Se a gente não votar, acaba que a gente pode perder um deputado, um presidente, um vice-presidente muito bom”, afirma.

