Fogo Cruzado
Campanhas já somam R$ 137,8 milhões em despesas no Rio Grande do Sul
por Redação JM
As campanhas eleitorais de 2026 no Rio Grande do Sul já registram R$ 137,84 milhões em despesas pagas, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Do total, R$ 123,85 milhões, ou 89,85%, são recursos públicos, enquanto R$ 13,98 milhões, equivalentes a 10,15%, são recursos privados.
As transferências entre prestadores de contas representam R$ 11,74 milhões das despesas. Desse montante, R$ 9,11 milhões, ou 77,65%, são recursos públicos, e R$ 2,62 milhões, ou 22,35%, são privados.
Desconsideradas essas transferências, a saída de recursos das campanhas chega a R$ 126,09 milhões. Desse valor, R$ 114,73 milhões, ou 90,99%, são recursos públicos, e R$ 11,36 milhões, ou 9,01%, têm origem privada.
Entre os principais tipos de despesas aparecem a publicidade por materiais impressos, com R$ 32,5 milhões, os serviços prestados por terceiros, com R$ 17,4 milhões, e as atividades de militância e mobilização de rua, que somam R$ 15,6 milhões. As despesas com impulsionamento de conteúdo chegam a R$ 11,6 milhões.
Entre os fornecedores, o maior volume informado corresponde ao Facebook Serviços Online do Brasil Ltda., com R$ 8,35 milhões recebidos pelas campanhas. Na divisão por partidos, o PL registra R$ 27,6 milhões em despesas, enquanto o PT soma R$ 15,7 milhões.
Limites de contratação
O TSE estabeleceu limites para a contratação direta ou terceirizada de pessoal destinado a atividades de militância e mobilização de rua nas eleições de 2026. No Rio Grande do Sul, os cálculos para governador, senador, deputado federal e deputado estadual consideram o número de eleitores aptos de Porto Alegre, maior colégio eleitoral do Estado, com 1.061.485 eleitores.
Para a disputa ao governo do Estado, cada chapa pode contratar até 2.662 pessoas. No Senado, o limite é de 1.331 contratações. Para deputado federal, são permitidas até 932, enquanto para deputado estadual o limite é de 466 pessoas.
O limite é global por chapa, considerando as contratações realizadas pelo candidato titular e por vice ou suplentes. Para os partidos, o teto corresponde à soma dos limites dos cargos em que houver candidatura própria.
Não entram nesse cálculo os militantes voluntários, o pessoal contratado para atividades administrativas internas, fiscais e delegados credenciados para o dia da eleição e advogados das campanhas.
Limites de gastos
No Rio Grande do Sul, o limite de gastos para a campanha ao governo do Estado é de R$ 11,56 milhões no primeiro turno e R$ 5,78 milhões no segundo turno. Para o Senado, o teto é de R$ 4,44 milhões.
As campanhas para deputado federal podem gastar até R$ 3,17 milhões, enquanto o limite para deputado estadual é de R$ 1,27 milhão.
A legislação também estabelece limites para determinadas despesas. Os gastos com alimentação do pessoal contratado não podem ultrapassar 10% do total da campanha, enquanto o aluguel de veículos automotores está limitado a 20% das despesas totais.

