Esportes
Sabella afirma que Bagé buscará responsabilização pelos agressores e depredação no Pedra Moura
por Yuri Cougo Dias
O Bagé trabalha para identificar e responsabilizar os envolvidos nos episódios registrados após a derrota por 2 a 0 para o Glória, na tarde deste domingo, 13, no Estádio Pedra Moura, pela 11ª rodada da Divisão de Acesso. O jogador Júlio Rusch registrou ocorrência policial após relatar ter sido agredido por torcedores na saída do estádio e publicou uma nota de repúdio acompanhada de imagens dos ferimentos. Além disso, o clube também formalizou um registro policial relacionado à depredação de sua estrutura.
A reportagem do Jornal Minuano procurou o Executivo de Futebol do Bagé, Pedro Sabella, que reassumiu recentemente funções no clube e, neste momento, também participa da condução das operações, decisões e do dia a dia da instituição. Segundo ele, o clube pretende utilizar as imagens disponíveis para auxiliar na identificação dos responsáveis pelos atos de violência e pelos danos ao patrimônio.
Sabella afirmou que o Bagé não pretende deixar os episódios sem resposta e destacou que a responsabilização deve ocorrer independentemente de quem esteja envolvido. “Não vou aceitar ficar impune quem realmente fez. Doa em quem doer”, afirmou.
De acordo com o dirigente, as forças de segurança que estavam no Pedra Moura proporcionaram as condições para a saída dos envolvidos após a partida. Ele relatou que houve um período de espera para a dispersão e que, inicialmente, o ambiente estava sob controle. Na avaliação de Sabella, os episódios ocorreram posteriormente, em reação ao resultado da partida.
O dirigente também lamentou os danos provocados na estrutura do clube e classificou os atos como uma afronta à história do Bagé, instituição centenária. “Mancharam a história do clube, mancharam o trabalho. Não valorizaram ninguém, simplesmente pelo resultado de um jogo”, declarou.
Sabella reforçou que o descontentamento com o desempenho da equipe não pode justificar agressões ou atos de vandalismo. Para ele, situações dessa natureza representam um risco para o próprio futebol, especialmente quando ocorrem dentro ou nas proximidades dos estádios. “O clube não pode ficar à mercê de vândalos ou até mesmo de torcedores descontentes”, afirmou.
O Executivo de Futebol também destacou que o Bagé mantém relação histórica com seus torcedores e reconheceu a importância do apoio vindo das arquibancadas, mas ressaltou que esse vínculo não pode servir de justificativa para atos de violência. “A torcida é o símbolo da nossa história, mas não pode haver esse tipo de atitude”, disse.
Além da ocorrência registrada por Rusch em razão da agressão relatada pelo atleta, o Bagé formalizou registro policial pela depredação de seu patrimônio. Conforme Sabella, há imagens que poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação dos envolvidos.

