Social
Adeus, Orlando Carlos Brasil
por Viviane Becker
Duas perdas importantes para o jornalismo bajeense ocorreram em poucos dias. O domingo amanheceu triste com a notícia da partida de Orlando Carlos Brasil. Com muitos feitos na comunicação, o que mais aplaudo foi sua relação com o Jornal Minuano, onde foi editor. Sob sua coordenação, o JM deixou de ser de um grupo de idealizadores, incluindo jornalistas e apaixonados pela comunicação, para ser da Urcamp, oportunidade que tornou o Minuano o jornal-laboratório do curso de Jornalismo.
Como professor e coordenador, ajudou a formar profissionais que hoje atuam em Bagé e em diferentes regiões do país. Orlando foi meu chefe, meu professor, meu amigo e uma pessoa fundamental na minha trajetória profissional. Foi pelas suas mãos que cheguei ao Jornal Minuano, em 1996, há exatos 30 anos, onde tive a oportunidade de iniciar uma caminhada que se tornaria parte importante da minha vida.
Por isso, a notícia de sua partida chega acompanhada de profunda tristeza, mas também de ensinamentos, de amizade e de gratidão. Até hoje carrego comigo um ensinamento do Orlando: apesar de toda a tecnologia que nos cerca, as melhores pautas jornalísticas ainda nascem nas cafeterias e nas mesas de bar, onde as conversas fluem, as histórias aparecem e a vida acontece para além das telas.
Que, em outro plano, não lhe falte café, drinks, boas conversas e histórias para contar. Vá em paz, Orlando.

