Segurança
Sete anos depois, julgamento de tentativa de homicídio mobiliza Tribunal do Júri em Bagé
por Suélen Delabari
Um crime ocorrido na madrugada de setembro de 2019 voltou a ser analisado pelo Tribunal do Júri de Bagé nesta quinta-feira, 20. Na manhã de hoje, o Fórum da Comarca recebeu o julgamento de uma mulher acusada de tentativa de homicídio contra uma pessoa que, segundo a denúncia, foi atingida por um disparo nas costas após uma discussão na Praça da Estação, no Centro da cidade.
O caso teve início por volta das 3h. Conforme a denúncia do Ministério Público, durante a discussão, a acusada teria apontado um revólver calibre .22 em direção à vítima e acionado o gatilho três vezes, sem que os disparos fossem efetuados. Na sequência, quando a vítima deixava o local, teria ocorrido o disparo que a atingiu.
A vítima foi socorrida e encaminhada para atendimento médico. Para o Ministério Público, o homicídio não se consumou devido ao atendimento prestado após o ferimento. Policiais militares foram acionados e, posteriormente, a arma de fogo teria sido apreendida.
Durante a sessão, a acusação apresentou testemunhas, depoimentos e a arma apontada como utilizada no crime. O Ministério Público também abordou o histórico da ré.
A defesa apresentou outra versão para os fatos e colocou em dúvida a autoria do disparo. Entre os argumentos apresentados esteve a tese de legítima defesa de terceiro. A defesa também destacou uma mudança de comportamento da acusada após o episódio de 2019, apontando que não haveria registros posteriores relacionados à prática de crimes semelhantes.
O defensor público responsável pela defesa informou aos jurados que não havia tido contato prévio com a ré, uma vez que ela vinha sendo acompanhada por advogado particular e a Defensoria Pública foi direcionada ao caso pouco tempo antes da realização do julgamento.
Tanto a ré quanto a vítima não compareceram à sessão. O julgamento seguiu com a apresentação das provas, depoimentos e manifestações da acusação e da defesa diante do Conselho de Sentença.
Ao final da sessão, os jurados consideraram a ré culpada pela tentativa de homicídio. A sentença estabeleceu pena de seis anos e 10 meses de reclusão, em regime semiaberto.

