Esportes
Bagé empata com o Pelotas na Boca do Lobo
por Yuri Cougo Dias
Superior durante boa parte da partida, o Bagé saiu na frente, mas cedeu o empate ao Pelotas e ficou no 1 a 1 na tarde deste domingo, 9, no Estádio Boca do Lobo, pela terceira rodada da Divisão de Acesso. O jalde-negro abriu o placar com Pedro Costa, mas Jeder deixou tudo igual para o time da casa. Mesmo assim, o empate foi considerado positivo pelas projeções jalde-negras na competição.
Com o resultado, o Bagé volta a atuar em seus domínios na próxima rodada. Na quarta-feira, 12, enfrenta a Apafut, às 19h, no Estádio Pedra Moura.
Controle maior jalde-negro
No Bagé, algumas preservações ocorreram em razão do desgaste físico e também como opção tática para o decorrer da partida. Foi o caso do centroavante Michel, que começou no banco e deu lugar a Givigi.
Com a bola rolando, os primeiros 15 minutos foram truncados, sem chances claras de gol. O Bagé, porém, levou perigo em duas cobranças de bola parada, ambas executadas pelo volante Júlio Rusch, que vinha de boa atuação na vitória sobre o Lajeadense.
Nos primeiros 25 minutos, o Bagé teve maior volume de jogo, mas o Pelotas conseguiu equilibrar as ações na sequência. A partir dos 35 minutos, o time da casa passou a exercer maior controle da partida. Em uma das oportunidades, Tom Fernandes brilhou ao defender um cabeceio à queima-roupa, embora o lance já estivesse paralisado por impedimento. Pouco depois, Jean Roberto, autor de um golaço na rodada anterior, arriscou da entrada da área, mas mandou por cima.
O Bagé, que havia marcado os dois gols da vitória sobre o Lajeadense em jogadas de bola parada, continuava apostando na força nesse fundamento. Aos 41 minutos, Júlio Rusch voltou a levar perigo. O volante arriscou um chute forte da intermediária, e o goleiro Milton Raphael precisou espalmar para escanteio.
Mesmo com o Pelotas tendo conseguido equilibrar a partida, o Bagé seguia buscando o ataque. Aos 47 minutos, o jalde-negro encaixou uma boa investida, mas João Castro finalizou rasteiro e parou na defesa de Milton Raphael. Logo depois, o árbitro encerrou o primeiro tempo, que terminou com ligeira superioridade do Bagé em volume de jogo.
Da glória ao empate
No início do segundo tempo, novamente o Bagé tomou a iniciativa. Júlio Rusch recebeu na entrada da área, mas acabou finalizando com a perna trocada. O Pelotas respondeu aos seis minutos, em chegada pelo lado direito com Thiago André, que bateu rasteiro, no contrapé, mas parou na defesa de Tom Fernandes.
As substituições passaram a movimentar a partida. O Pelotas encontrava dificuldades para furar a compactação defensiva do Bagé e demonstrava crescente impaciência. Aos poucos, o time áureo-cerúleo passou a fazer mudanças, chegando a promover três substituições de uma só vez. Pelo lado jalde-negro, DG e Michel entraram nas vagas de João Castro e Givigi.
Aos 26 minutos, o placar finalmente premiou quem vinha apresentando maior volume de jogo. Em cobrança de escanteio, Júlio Rusch, principal articulador das bolas paradas do Bagé, levantou na área. Bem posicionado, o zagueiro Pedro Costa subiu e desviou de cabeça, com força, para abrir o placar: 1 a 0 para o Bagé.
A vantagem, porém, durou apenas quatro minutos. Aos 30, Mauri cobrou falta para a área, Tom Fernandes saiu de forma equivocada e, no bate-rebate, Lucão conseguiu ajeitar de cabeça. Na sequência, o zagueiro Jeder também desviou de cabeça e mandou para as redes, empatando a partida para o Pelotas.
Além de sofrer o gol, o Bagé perdeu seu principal destaque na partida. Júlio Rusch deixou o campo mancando para a entrada do zagueiro Edmilson. Com o empate, o jalde-negro passou a ter como objetivo controlar o resultado e, se possível, buscar novamente uma oportunidade em bola parada, fundamento que já havia levado perigo ao longo da partida.
Após o empate, como era esperado, o Pelotas passou a pressionar em busca da virada. Aos 40 minutos, porém, uma confusão paralisou a partida por cerca de quatro minutos. O episódio terminou com as expulsões diretas de Nico Marquez, do Pelotas, e Fabinho, do Bagé. Com isso, as duas equipes passaram a atuar com 10 jogadores o restante do duelo.
Na reta final, a prioridade do Bagé passou a ser garantir o empate. Aos 51 minutos, Rodrigo Bandeira fez a última substituição, colocando Vini Almeida no lugar de Gustavo Linhares para dar mais fôlego à equipe nos minutos finais.
O Pelotas aumentou a pressão em busca do gol da vitória, mas o Bagé conseguiu resistir até o apito final. A vitória, que esteve próxima após o gol de Pedro Costa, acabou escapando, mas o empate conquistado na Boca do Lobo foi considerado importante para o jalde-negro na sequência da Divisão de Acesso.
FICHA TÉCNICA
PELOTAS 1X1 BAGÉ
Divisão de Acesso – 3ª rodada
09/08/2026 – 15h – Estádio Boca do Lobo
PELOTAS – Milton Raphael, Adson, Cristian Lucca, Jeder e Fabinho; Lucas Hulk, Vítor Oliveira (Thiaguinho), Jean Roberto (Geovane), Thiago André (Hiago Lucas) e Mauri; Brandão (Lucão). Técnico: Daniel Franco.
BAGÉ – Tom Fernandes, Nícolas Luft, Pedro Costa, Nico Marquez e Yander; Vítor Carré, Júlio Rusch (Edmilson), Gelatti, Gustavo Linhares (Vini Almeida) e João Castro (DG); Givigi (Michel). Técnico: Rodrigo Bandeira.
ARBITRAGEM – Edimilson da Luz, auxiliado por Conrado Berger e Ronei Zwirtes; Luiz Geroldi (4º árbitro)
GOLS – Jeder, 30min 2ºT; (Pelotas) | Pedro Costa, 26min 2º T (Bagé)
AMARELOS – Adson, Jeder, Lucão (Pelotas); Rodrigo Bandeira, técnico, (Bagé)
VERMELHO – Fabinho (Pelotas); Nico Marques (Bagé)

