Social
O PAI
Em 08/08/2026 às 00:00h
por Viviane Becker
Luiz Coronel
Escritor e Poeta
Nossa mão pequena
em sua mão
semente no fruto
ou fruta em seu cacho.
Nossos brinquedos
cabiam
em seus sapatos.
O pai tem gestos brandos
e olhar incisivo
quando o pai sorri,
o sol se impõe
sobre a neblina.
O pai não teme a treva
nem os barulhos
do pátio
Na ausência do pai,
as portas tem tramelas.
O pai é o pai.
O pão e o vinho
na cabeceira da mesa.
Com a camisa suada
regressa o pai
com seus humildes presentes.
Um dia nossas mãos
sustentam o corpo do pai
que viaja sem malas
ou regresso.
Só nos resta tomar a mão de nossos filhos
e seguir
a trilha curva do tempo.
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