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Bagé é dominado na estreia da Divisão de Acesso e busca reação diante do Lajeadense
por Yuri Cougo Dias
A estreia do Bagé no Gauchão A-2, a Divisão de Acesso, expôs as dificuldades que a equipe terá de superar para brigar na Divisão de Acesso. Dominado pelo União Frederiquense durante praticamente toda a partida, o jalde-negro foi derrotado por 3 a 0 na tarde de domingo, 2, na Arena União Frederiquense, em Frederico Westphalen. Com o resultado, encerrou a primeira rodada na última colocação da competição pelo saldo de gols, enquanto o adversário assumiu a liderança.
Embora o campeonato esteja apenas no início, a atuação acende um sinal de alerta. O Bagé pouco conseguiu competir diante da intensidade do União. Sofreu para marcar, teve dificuldades na saída de bola e não levou perigo ao gol adversário. A única finalização na direção da meta ocorreu apenas nos minutos finais da partida, quando o confronto já estava decidido.
O técnico Rodrigo Bandeira reconheceu que o desempenho ficou muito abaixo do esperado. Segundo ele, até o primeiro gol sofrido o time conseguia manter algum equilíbrio, apesar do maior volume de jogo dos donos da casa. A partir da abertura do placar, porém, a equipe perdeu organização e sofreu o segundo gol poucos minutos depois. "O jogo estava relativamente controlado até o primeiro gol. Depois perdemos a concentração e isso acabou determinando a partida", avaliou.
No intervalo, a comissão técnica promoveu alterações para corrigir problemas de marcação e tentar aumentar a presença ofensiva. No ataque, foram a campo os estreantes João Castro e DG. A resposta, entretanto, foi insuficiente. Com um jogador expulso na etapa final, o Bagé passou a encontrar ainda mais dificuldades diante de um adversário que administrava a vantagem e controlava as ações até marcar o terceiro gol.
Bandeira afirmou que a preparação para a estreia também foi afetada por mudanças de última hora. Lesões, como o lateral esquerdo Gustavo Nogy, ausências e as dificuldades para treinar em razão das chuvas obrigaram a comissão técnica a alterar a formação inicialmente planejada, recorrendo a improvisações em alguns setores. "Não é uma desculpa, mas tivemos que mudar aquilo que havíamos trabalhado durante a semana. Fizemos adaptações e improvisações que acabaram limitando o desempenho da equipe, principalmente na parte defensiva", explicou.
Apesar do resultado, o treinador defendeu que o grupo precisa transformar a derrota em aprendizado. Com intervalo de apenas três dias entre uma partida e outra, o foco passa a ser exclusivamente a recuperação. "Agora é virar a página. Precisamos corrigir os erros, melhorar a postura da equipe e fazer um jogo muito melhor na quarta-feira", destacou.
O calendário curto faz com que a resposta precise ser imediata. Nesta quarta-feira, 5, às 19h30, o Bagé recebe o Lajeadense, no Estádio Pedra Moura. O adversário também chega pressionado após perder em casa para o Pelotas, por 1 a 0, na rodada de abertura.
Mais do que buscar os primeiros pontos, o jalde-negro precisará mostrar evolução coletiva e competitividade diante de seu torcedor. Depois de uma estreia em que foi amplamente dominado, a partida em casa ganha peso já na segunda rodada. Ainda que a classificação permaneça embolada neste início de campeonato, uma nova atuação abaixo do esperado pode aumentar a pressão sobre a equipe.

