Segurança
Ministério Público recorre e pede aumento da pena de Tiago Alano
por Suélen Delabari
O Ministério Público do Rio Grande do Sul recorreu da sentença que condenou o publicitário Tiago de Vargas Alano, de 38 anos, a 22 anos, dois meses e 16 dias de prisão pelo feminicídio de Ana Carolina Kamphorst Cardoso. O recurso foi encaminhado ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) com o objetivo de obter o aumento da pena imposta ao réu.
Na apelação, o Ministério Público sustenta que a pena fixada pelo Tribunal do Júri não é proporcional à gravidade dos crimes praticados e requer a reavaliação da dosimetria da condenação. O pedido será analisado por uma das Câmaras Criminais do TJRS.
Tiago Alano foi condenado pelo Tribunal do Júri de Bagé após cerca de 15 horas de julgamento. Além do feminicídio de Ana Carolina, morta em agosto de 2023 em seu apartamento, no Centro da cidade, a condenação também abrangeu os crimes de vilipêndio de cadáver e registro não autorizado de imagens.
Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que a vítima morreu por asfixia, em um crime caracterizado como feminicídio. A defesa manteve a tese de inocência, e o réu negou a autoria do homicídio, embora tenha confirmado que fotografou o corpo da vítima.
Tiago Alano permanece preso e cumpre a pena em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade. O recurso apresentado pelo Ministério Público será analisado pelo Tribunal de Justiça, que decidirá se mantém a pena aplicada ou se acolhe o pedido de aumento da condenação.

