MENU

Identifique-se!

Se já é assinante informe seus dados de acesso abaixo para usufruir de seu plano de assinatura. Utilize o link "Lembrar Senha" caso tenha esquecido sua senha de acesso. Lembrar sua senha
Área do Assinante | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler

Ainda não assina o
Minuano On-line?

Diversos planos que se encaixam nas suas necessidades e possibilidades.
Clique abaixo, conheça nossos planos e aproveite as vantagens de ler o Minuano em qualquer lugar que você esteja, na cidade, no campo, na praia ou no exterior.
CONHEÇA OS PLANOS

Saúde

Nutrição individualizada auxilia gestantes de alto risco no controle de doenças durante a gravidez

Em 20/06/2026 às 10:52h
Rochele Barbosa

por Rochele Barbosa

Nutrição individualizada auxilia gestantes de alto risco no controle de doenças durante a gravidez | Saúde | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Nutricionista Andressa Mendonça - Foto: Rochele Barbosa

O acompanhamento nutricional é uma das ferramentas fundamentais no cuidado das pacientes atendidas pelo Ambulatório de Gravidez de Alto Risco (AGAR). Integrado a uma equipe multidisciplinar, o serviço busca controlar doenças que podem comprometer a saúde da mãe e do bebê, com orientações personalizadas e adaptadas à realidade de cada gestante.

Segundo a nutricionista Andressa Mendonça, a maioria das pacientes chega ao consultório por encaminhamento médico, principalmente em razão do diagnóstico de diabetes gestacional. A condição representa a principal demanda do serviço, embora também sejam atendidas mulheres com hipertensão arterial, alterações da tireoide, sobrepeso e outros fatores que podem tornar a gestação mais delicada.

“O maior percentual de encaminhamentos é por diabetes gestacional. Muitas vezes o sobrepeso já vem associado ao diabetes, e a alimentação passa a ser uma ferramenta importante para controlar essas condições”, explica.

Ao iniciar o acompanhamento, a profissional realiza uma avaliação detalhada para compreender não apenas o estado de saúde da paciente, mas também aspectos sociais e econômicos que influenciam diretamente na alimentação. Escolaridade, rotina de trabalho, hábitos alimentares e condições financeiras são levados em consideração na elaboração do plano alimentar.

“O atendimento é totalmente individualizado. Eu preciso entender quem é essa paciente, o que ela consegue comprar, qual a rotina dela e o que ela consegue colocar em prática. Não adianta prescrever algo que não faz parte da realidade dela”, destaca.

A partir dessa avaliação, são fornecidas orientações sobre alimentação saudável, controle da glicemia, consumo de fibras, redução de açúcares e outros cuidados necessários para cada caso. Em conjunto com a gestante, é elaborado um plano alimentar adaptado à sua rotina diária.

A nutricionista ressalta que um dos principais desafios é desconstruir a ideia de que uma alimentação adequada durante a gestação exige gastos elevados. Por isso, as recomendações priorizam alimentos acessíveis e substituições possíveis dentro do orçamento familiar.

“Nunca estipulo algo que seja muito caro. Se a paciente não consegue comprar um iogurte específico, buscamos alternativas como o leite. Se ela tem apenas algumas verduras produzidas em casa, trabalhamos com aquilo que ela possui. O importante é construir uma alimentação saudável dentro da realidade de cada uma”, afirma.

O acompanhamento também varia conforme a necessidade da paciente. Gestantes que apresentam maior dificuldade em seguir as orientações ou que recebem o diagnóstico mais próximo do final da gravidez podem retornar em intervalos de 15 dias. Já aquelas que demonstram boa compreensão e evolução costumam ser reavaliadas mensalmente.

Além da alimentação, o trabalho aborda fatores que influenciam diretamente o controle do diabetes gestacional, como qualidade do sono, hidratação e hábitos de vida. Andressa destaca que nem sempre a alimentação, por si só, consegue controlar a doença, já que as alterações hormonais da gravidez podem exigir o uso de medicamentos.

“Às vezes a paciente faz tudo corretamente e mesmo assim precisa de medicação. Isso não significa que ela falhou. Existem alterações hormonais próprias da gestação que dificultam o controle da glicose. Nesses casos, a alimentação continua sendo fundamental, mas o tratamento precisa ser complementado”, explica.

A nutricionista também reforça que os benefícios dos cuidados alimentares se estendem ao bebê, contribuindo para um desenvolvimento mais saudável e favorecendo inclusive o período de amamentação após o nascimento.

O ambulatório atende gestantes de diversos municípios da região, como Dom Pedrito e Candiota, entre outros. Para evitar deslocamentos desnecessários, a equipe procura organizar os atendimentos da nutrição no mesmo dia das consultas médicas sempre que possível.

O serviço faz parte de uma rede multidisciplinar que reúne médicos, psicóloga, assistente social e outros profissionais. A integração entre as áreas permite identificar necessidades específicas e encaminhar as pacientes para acompanhamento complementar quando necessário.

“A prioridade é a saúde da gestante e do bebê. Por isso trabalhamos em conjunto, trocando informações e construindo um atendimento completo pelo SUS”, conclui Andressa.

De acordo com a nutricionista, a adesão das pacientes ao acompanhamento é considerada positiva, com poucos casos de abandono do tratamento. O resultado, segundo ela, é fruto da construção de vínculos e da adaptação das orientações à realidade de cada família, tornando o cuidado mais próximo e eficaz durante toda a gestação.

Galeria de Imagens
Leia também em Saúde
PLANTÃO 24 HORAS

(53) 9167-1673

jornal@minuano.urcamp.edu.br
SETOR COMERCIAL

(53) 3242.7693

jornal@minuano.urcamp.edu.br
CENTRAL DO ASSINANTE

(53) 3241.6377

jornal@minuano.urcamp.edu.br