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Segurança

Réu é condenado a mais de 13 anos por morte de homem a machadadas em Candiota

Em 19/06/2026 às 09:15h
Rochele Barbosa

por Rochele Barbosa

Réu é condenado a mais de 13 anos por morte de homem a machadadas em Candiota | Segurança | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Gilmar Mózel foi condenado no salão do júri - Foto: Rochele Barbosa

O júri popular condenou, na quinta-feira, 18, Gilmar Mózel, de 62 anos, a 13 anos e 23 dias de prisão, em regime fechado, pela morte de Zauri Vieira. O crime ocorreu no dia 1º de março de 2025, no município de Candiota.

Conforme a denúncia do Ministério Público, o homicídio aconteceu por volta das 19h30, em uma residência localizada na Rua Aracy Martins da Silva, na sede do município. Na ocasião, o réu e a vítima estavam no interior da casa de um morador quando tiveram um breve desentendimento. Em seguida, Gilmar teria se armado com um machado e desferido diversos golpes na cabeça e no rosto de Zauri.

O laudo de necropsia apontou que a vítima sofreu graves lesões na região frontal e parietal da cabeça, com fraturas ósseas e exposição de tecido, além de fraturas na mandíbula e no maxilar direito. A causa da morte foi identificada como traumatismo craniano, com hemorragia e desorganização cerebral.

Durante o julgamento, um policial militar relatou que, ao chegar ao local do crime, encontrou o acusado ainda no interior da residência. Segundo o depoimento, vizinhos que estavam no local afirmaram que Gilmar havia matado Zauri utilizando um machado.

Também foi ouvido um vizinho da vítima, que descreveu Zauri como uma pessoa de boa índole e que costumava cuidar de um morador da região. A testemunha afirmou que, no dia do fato, os envolvidos estavam ingerindo bebida alcoólica e que chegou ao local após o homicídio já ter ocorrido. Segundo ele, os moradores estavam bastante alterados e chegaram a arremessar um tijolo que atingiu o acusado. Ainda de acordo com o depoimento, o próprio vizinho pediu para que Gilmar permanecesse dentro da casa até a chegada da polícia, para evitar que fosse agredido pelos presentes.

Em interrogatório, Gilmar Mózel alegou ter agido em legítima defesa. Ele afirmou que Zauri teria insistido para que ele vendesse entorpecentes e que, diante de sua negativa, passou a agredi-lo com socos e também com um tijolo, deixando-o ferido. O réu disse que então pegou o machado e não se recorda de quantos golpes desferiu contra a vítima.

O condenado também declarou que havia se mudado para Candiota em busca de trabalho e que estava na residência procurando uma oportunidade de emprego. Segundo seu relato, ele e a vítima estavam consumindo bebidas alcoólicas antes do desentendimento.

Na denúncia, o Ministério Público sustentou que o crime foi cometido com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, por ter sido atacada com golpes de machado em regiões vitais do corpo, circunstâncias que, conforme a acusação, evidenciaram a brutalidade da ação. Após o crime, Gilmar foi preso em flagrante e permaneceu recolhido durante a tramitação do processo.

 

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