MENU

Identifique-se!

Se já é assinante informe seus dados de acesso abaixo para usufruir de seu plano de assinatura. Utilize o link "Lembrar Senha" caso tenha esquecido sua senha de acesso. Lembrar sua senha
Área do Assinante | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler

Ainda não assina o
Minuano On-line?

Diversos planos que se encaixam nas suas necessidades e possibilidades.
Clique abaixo, conheça nossos planos e aproveite as vantagens de ler o Minuano em qualquer lugar que você esteja, na cidade, no campo, na praia ou no exterior.
CONHEÇA OS PLANOS

Cidade

Fim do racionamento segue sem prazo definido apesar da melhora das barragens

Em 17/06/2026 às 14:00h
Márlon Castro Posqui

por Márlon Castro Posqui

Fim do racionamento segue sem prazo definido apesar da melhora das barragens | Cidade | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Foto: Tamile Padilha / Nível da Sanga Rasa deve indicar a revisão do racionamento

As chuvas registradas nos últimos dias permitiram a redução do racionamento de água em Bagé de 16 para 12 horas diárias. A medida, anunciada pelo Departamento de Água, Arroios e Esgoto de Bagé (Daeb), foi possível graças à recuperação dos níveis das barragens que abastecem o município, especialmente a da Sanga Rasa, principal reservatório da cidade.

De acordo com dados do Daeb, foram registrados 120 milímetros de chuva na Barragem da Sanga Rasa, 101 milímetros na Barragem do Piraí e 86,6 milímetros na Estação de Tratamento de Água (ETA). O volume na Sanga Rasa ficou próximo da média histórica de precipitação para todo o mês de junho, que é de 122 milímetros.

A recuperação mais significativa ocorreu justamente na Sanga Rasa. No início da semana, o reservatório estava 9,30 metros abaixo do nível normal. Neste sábado (13), o déficit caiu para 6,55 metros, uma elevação de 2,75 metros. A Barragem do Piraí também apresentou melhora expressiva, passando de 3,80 metros negativos para 1,40 metro abaixo do nível normal.

Com a recuperação dos mananciais, o Daeb retomou, desde a madrugada de domingo, 14, o esquema de racionamento de 12 horas diárias. O Setor 1 volta a ser abastecido das 3h às 15h, enquanto o Setor 2 recebe água das 15h às 3h.

Apesar da melhora, o diretor-geral do Daeb, Max Meinke, afirma que o fim do racionamento ainda depende da evolução dos níveis dos reservatórios e das condições climáticas. Segundo ele, a principal referência técnica utilizada pelo departamento é a régua da Barragem da Sanga Rasa. “Quando ela bater em quatro metros abaixo do nível, nós vamos analisar o momento. Se houver umidade e previsão favorável de chuva, podemos encerrar o racionamento. Se não houver perspectiva de precipitações para os próximos dias, vamos aguardar que ela chegue a três metros negativos para tomar essa decisão”, explica.

O diretor também confirmou que novas alterações no abastecimento poderão ocorrer caso as chuvas continuem contribuindo para a recuperação das barragens.

Embora a chuva tenha trazido alívio temporário ao sistema, Meinke reconhece que a estrutura atual de reservação de água do município não é suficiente para enfrentar períodos prolongados de estiagem. “Absolutamente não. Historicamente não. Nossa capacidade de água reservada está muito aquém do mínimo necessário para garantir regularidade no abastecimento”, afirma.

Segundo ele, os frequentes racionamentos registrados nos últimos anos evidenciam essa limitação. Atualmente, as barragens da Sanga Rasa, Piraí e Emergencial somam cerca de 4,5 milhões de metros cúbicos de capacidade de reservação quando estão completamente cheias.

Como medida para ampliar a segurança operacional do sistema, o Daeb prevê a implantação de quatro reservatórios com capacidade de 500 mil litros cada, totalizando dois milhões de litros. O aumento da capacidade está previsto para o início do ano que vem. No entanto, o diretor ressalta que essas estruturas terão a função de garantir maior regularidade na distribuição de água tratada, sem resolver o problema da escassez hídrica em períodos de seca.

Aposta na Barragem da Arvorezinha

Para Meinke, a principal solução estrutural para reduzir a vulnerabilidade do abastecimento em Bagé é a conclusão da Barragem da Arvorezinha. A obra deverá acrescentar mais de 18 milhões de metros cúbicos à capacidade de reservação do município.

Com a entrada em operação da nova barragem, a capacidade total de armazenamento passará dos atuais 4,5 milhões para quase 22 milhões de metros cúbicos de água. “O que garante mesmo o não ter racionamento é a reservação que a Barragem da Arvorezinha vai nos proporcionar”, destaca o diretor.

A Prefeitura de Bagé anunciou a desapropriação de uma área privada de 67,37 hectares destinada à construção da Barragem da Arvorezinha, pelo valor de R$ 1,68 milhão. Com a medida, o município avança na regularização das áreas necessárias para a obra e ainda precisa desapropriar 91,62 hectares.

Segundo a Prefeitura, o processo foi retomado em 2025 após mais de uma década sem avanços significativos. No ano passado, já haviam sido regularizados outros 25 hectares. O prefeito Luiz Fernando Mainardi destacou que as desapropriações são uma etapa essencial para a execução do projeto e para a busca de uma solução definitiva para o abastecimento de água no município.

A procuradora-geral do município, Thirzá Zanetti, ressaltou a importância jurídica da medida, enquanto o presidente do comitê gestor da barragem, Cezaraugusto Scalcon, afirmou que a desapropriação permitirá o início da limpeza da bacia e o avanço do cronograma da obra.

De acordo com o presidente do comitê gestor da barragem, Cezaraugusto Scalcon, com a desapropriação é possível avançar para a limpeza da bacia e  no cronograma da obra.

Galeria de Imagens
Leia também em Cidade
PLANTÃO 24 HORAS

(53) 9167-1673

jornal@minuano.urcamp.edu.br
SETOR COMERCIAL

(53) 3242.7693

jornal@minuano.urcamp.edu.br
CENTRAL DO ASSINANTE

(53) 3241.6377

jornal@minuano.urcamp.edu.br