Campo e Negócios
Arco iniciará os trabalhos de registro da raça Berganês
por Redação JM
A homologação da raça Berganês durante a Caprishow, em Dormentes, Pernambuco, marca uma nova etapa para a ovinocultura de corte no Brasil. Com o reconhecimento oficial pela Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), a raça passa a contar com padrão racial definido, livro genealógico próprio e regras específicas para registro, identificação e reprodução dos animais.
A Berganês torna-se a 33ª raça ovina homologada pela entidade. Resultado do cruzamento entre as raças Bergamácia e Santa Inês, a Berganês é voltada à produção de carne e se destaca pelo grande porte, fertilidade e prolificidade. Segundo a Arco, a raça apresenta boa adaptação a diferentes regiões do país, inclusive ao Sul, devido à lanugem de proteção herdada da Bergamácia.
Com a homologação, a Arco iniciará os trabalhos de registro, seleção genética e acompanhamento das gerações, com foco no fortalecimento da produção de carne ovina no país.
O presidente da Arco, Edemundo Gressler, destaca que a oficialização permite iniciar um trabalho técnico de acompanhamento da raça. Segundo o dirigente, a entidade passa a atuar na seleção genética e no controle das gerações, com o objetivo de futuramente integrar a Berganês ao sistema de pedigree.
Embora tenha forte aptidão para o Nordeste, a Berganês também pode apresentar bom desempenho no Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, por desenvolver uma lanugem de proteção herdada da Bergamácia, característica que favorece a adaptação aos períodos de frio.
Gressler afirma que a raça pode contribuir tanto para a produção comercial quanto para cruzamentos industriais. “O desempenho produtivo e a rusticidade tornam a Berganês uma alternativa viável para criadores interessados em melhorar os índices de produção de carne ovina no país”, afirma.

