MENU

Identifique-se!

Se já é assinante informe seus dados de acesso abaixo para usufruir de seu plano de assinatura. Utilize o link "Lembrar Senha" caso tenha esquecido sua senha de acesso. Lembrar sua senha
Área do Assinante | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler

Ainda não assina o
Minuano On-line?

Diversos planos que se encaixam nas suas necessidades e possibilidades.
Clique abaixo, conheça nossos planos e aproveite as vantagens de ler o Minuano em qualquer lugar que você esteja, na cidade, no campo, na praia ou no exterior.
CONHEÇA OS PLANOS

Esportes

Tetracampeão mundial, Branco é homenageado por alunos em Bagé

Em 09/05/2026 às 17:02h
Yuri Cougo Dias

por Yuri Cougo Dias

Tetracampeão mundial, Branco é homenageado por alunos em Bagé | Esportes | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Escola Cândido Bastos preparação recepção especial ao bajeense - Foto: Márlon Posqui

Tomado por gritos, aplausos e olhos atentos de crianças, o tetracampeão mundial Cláudio Ibrahim Vaz Leal voltou às origens nesta quinta-feira, 7. O ex-lateral da Seleção Brasileira, eternizado pelo gol de falta contra a Holanda na Copa do Mundo de 1994, foi homenageado pela E.M.E.F. Dr. Cândido Bastos, em Bagé, em uma tarde marcada por emoção, memória afetiva e inspiração para cerca de 170 estudantes do 1º ao 5º ano.

Entre cartazes, cantos da torcida brasileira e a recriação simbólica do histórico gol marcado nas quartas de final do Mundial dos Estados Unidos, Branco reviveu, ao lado das crianças, um dos momentos mais emblemáticos do futebol brasileiro. Na ocasião, em 9 de julho de 1994, o lateral acertou uma cobrança de falta decisiva na vitória por 3 a 2 sobre a Holanda, resultado que colocou o Brasil na semifinal daquela Copa e abriu caminho para o tetracampeonato conquistado semanas depois, diante da Itália.

A homenagem ocorreu em um momento simbólico para o futebol brasileiro. Em 2026, a Copa do Mundo voltará a ser disputada nos Estados Unidos — país onde Branco construiu um dos capítulos mais importantes da carreira. Hoje coordenador das categorias de base da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o bajeense destacou a emoção de retornar à cidade natal e ser recebido pelas crianças.

“É um orgulho muito grande ser homenageado pelos futuros do Brasil. Ver essa criançada gritando, cantando a música da Seleção, demonstrando carinho, mexe muito comigo. Eu saio daqui emocionado. Rodei o mundo, conquistei títulos, mas voltar para Bagé e servir de referência positiva para essas crianças tem um significado enorme”, afirmou.

Durante o encontro, Branco conversou com os alunos sobre disciplina, respeito e perseverança. Em tom de aconselhamento, transformou a própria trajetória em exemplo. Nascido longe dos grandes centros do futebol brasileiro, ele lembrou que precisou superar obstáculos até alcançar o topo do esporte mundial. “Eu costumo dizer que os sonhos quebram a realidade. Quem imaginaria que um menino saindo de Bagé conquistaria o mundo? Mas eu trabalhei, me dediquei e aproveitei as oportunidades. É isso que tentei passar para eles: acreditar, respeitar as pessoas, estudar, se preparar e nunca desistir”, destacou.

Ao final da atividade, o ex-jogador participou de uma longa sessão de autógrafos, atendendo aluno por aluno, em uma fila que misturava ansiedade e admiração. Em muitos cadernos e camisetas, o nome de Branco dividia espaço com desenhos da Seleção Brasileira e referências ao histórico gol de 1994.

A diretora da escola, Mirian Raquel Silva, explicou que a homenagem integrou um projeto pedagógico voltado à diversidade, antirracismo e à Copa do Mundo. Segundo ela, a trajetória do ex-lateral foi utilizada como ferramenta educativa dentro da sala de aula. “O futebol é uma paixão nacional e aproxima as crianças. Trabalhamos a história do Branco para mostrar que conquistas não acontecem por acaso. Aquele gol contra a Holanda não foi sorte. Foi resultado de treino, dedicação e persistência. Queríamos que os alunos entendessem que todos têm talentos e habilidades, mas precisam desenvolver isso com esforço e amor”, ressaltou.

A diretora acrescentou que o projeto também buscou discutir respeito e igualdade racial, utilizando exemplos do futebol brasileiro contemporâneo para refletir sobre episódios de racismo ainda presentes no esporte e na sociedade. “Mesmo em 2026, ainda precisamos falar sobre respeito às pessoas e combater o racismo. O esporte também serve para educar e transformar”, pontuou.

Em meio às homenagens, Branco ainda fez referência ao atual momento da Seleção Brasileira. O ex-lateral lembrou que o Brasil não conquista uma Copa do Mundo há 24 anos — intervalo semelhante ao que existia antes do título de 1994 — e demonstrou esperança de que o hexacampeonato possa vir novamente em solo americano. “O Brasil sempre será favorito. Tomara que tudo encaixe e que a Seleção consiga voltar a colocar mais uma estrela na camisa. Seria especial demais”, afirmou.

Na escola, porém, o sentimento já era de conquista. Não havia taça em campo, nem estádio lotado. Mas, por algumas horas, um pedaço da história do futebol brasileiro voltou a viver diante de crianças que, entre aplausos e autógrafos, ouviram de perto que sonhos também podem nascer na Rainha da Fronteira.

Galeria de Imagens
Leia também em Esportes
PLANTÃO 24 HORAS

(53) 9167-1673

jornal@minuano.urcamp.edu.br
SETOR COMERCIAL

(53) 3242.7693

jornal@minuano.urcamp.edu.br
CENTRAL DO ASSINANTE

(53) 3241.6377

jornal@minuano.urcamp.edu.br