Cidade
Parado há um mês, castramóvel aguarda ajustes para voltar a operar
Exigências do conselho veterinário travam retomada; NBPA aponta demora nas adequações e Prefeitura afirma acompanhar o processo
por Érica Alvarenga
A unidade móvel de castração de animais de Bagé está sem funcionamento devido à necessidade de adequações estruturais e técnicas exigidas pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV). O serviço é realizado pelo Núcleo Bajeense de Proteção aos Animais (NBPA), por meio de convênio com a prefeitura, que afirma acompanhar o processo de regularização.
Em nota publicada nas redes sociais, o NBPA informou que a unidade precisa atender às normas do órgão regulador para garantir segurança, qualidade e bem-estar animal. Segundo a entidade, uma avaliação técnica apontou que a estrutura e os equipamentos não estavam de acordo com os padrões exigidos, tornando necessária a adequação completa antes da retomada dos atendimentos.
O núcleo também destacou que o não cumprimento das exigências pode resultar em penalidades, como multas e até interdição, e que a fiscalização tem sido mais rigorosa. Ainda conforme a nota, o período tem sido marcado por críticas, desinformação e denúncias ao CRMV, o que, segundo a entidade, acaba atrasando ainda mais o processo, que depende de prazos legais e aquisições por parte do poder público.
Apesar da paralisação da unidade móvel, o NBPA afirma que segue realizando castrações através do Vet Container, com atendimentos gratuitos em casos prioritários e a baixo custo para a comunidade.
A presidente do núcleo, Patrícia Coradini, explicou que as exigências envolvem, a aquisição de novos equipamentos e adaptações na estrutura da unidade. Entre os itens necessários, está um monitor multiparamétrico, além de outras adequações solicitadas pelo conselho.
Segundo ela, a origem da exigência remonta a uma denúncia realizada ainda na gestão municipal anterior. “De acordo com o que nós sabemos, essa solicitação era do governo passado. O CRMV voltou agora para verificar se as adequações tinham sido feitas, mas elas não haviam sido realizadas” afirmou.
Patrícia também abordou as manifestações recentes sobre a paralisação do serviço. De acordo com ela, parte das críticas vem de pessoas que já acompanhavam a situação anteriormente. “Muitos que estão criticando agora viram o desmonte do trabalho no governo passado e não se manifestaram. Agora fazem uma crítica pela crítica”, disse.
A presidente acrescentou que há expectativa de que a unidade volte a operar nas próximas semanas. Segundo ela, a Secretaria de Meio Ambiente (Semapa) já solicitou a compra dos materiais necessários para as adequações. “Acredito que em cerca de 15 dias volte a funcionar. Já faz aproximadamente 30 dias que está parado. Da nossa parte, tudo que pode ser feito está sendo feito, estamos acompanhando”, afirmou
A Prefeitura informou, por meio da assessoria de comunicação, que o NBPA é responsável pela execução do serviço, enquanto o município realiza a contratação e a fiscalização. Ainda conforme a administração municipal, as adequações solicitadas pelo CRMV estão sendo feitas, com acompanhamento do poder público.
A castração de animais é uma das principais estratégias de controle populacional e de prevenção de problemas de saúde pública, especialmente em áreas urbanas. Com a unidade móvel parada há cerca de um mês, a interrupção do serviço intensifica a pressão sobre uma demanda já considerada urgente no município.

