Urcamp
Alunos da Urcamp assinam revista e CineJornal do Festival Internacional de Cinema da Fronteira
por Melissa Louçan
A parceria entre a Urcamp e o Festival Internacional de Cinema da Fronteira segue em 2026, mantendo uma presença que já virou tradição no evento. Neste ano, a instituição volta a contribuir com a cobertura e a produção de conteúdo, com destaque para a Revista do Festival, elaborada por acadêmicos do curso de Jornalismo e que será encartada na edição de terça-feira, 28, do jornal Minuano.
Essa atuação não é recente. Desde 2014, o curso também desenvolve o CineJornal Urcamp Documenta, projeto que acompanha os bastidores do festival, com entrevistas, registros e relatos ao longo da programação. A iniciativa envolve estudantes e professores e funciona como espaço de prática, aproximando os acadêmicos da dinâmica da cobertura cultural.
Para o coordenador do curso de Jornalismo, Glauber Pereira, a parceria amplia horizontes: “O festival proporciona aos nossos estudantes uma experiência concreta de jornalismo cultural, em contato direto com realizadores, obras e o ambiente de produção audiovisual”.
Já o reitor da instituição, professor doutor Guilherme Cassão Marques Bragança, destaca o papel da universidade no fortalecimento da cultura regional: “Estar novamente ao lado do Festival da Fronteira demonstra o compromisso da Urcamp com a cultura e o desenvolvimento da região, integrando ensino e comunidade”.
Realizado em Bagé e Sant’Ana do Livramento, o festival ocorre de 28 de abril a 2 de maio, com uma programação que reúne produções de diferentes países, além de atividades formativas e atrações culturais abertas ao público. Ao todo, 30 títulos integram as mostras competitivas de longas, curtas e animações.
A abertura oficial acontece na terça-feira (28), com sessão-homenagem ao curta “Sapiran Brito e o Teatro em Bagé”, seguida da exibição do longa “Ángeles”, de Paula Markovitch, no Cine 7. No mesmo dia, a programação inclui ainda “Cartas Para...”, de Vânia Lima, e a sessão especial de “Tambor Sem Fronteiras”, de Adriana Gonçalves, além de painel sobre o violão pampeano de Lúcio Yanel e a cerimônia de abertura com apresentações musicais.
Ao longo da semana, a programação segue com exibições diárias de filmes da mostra competitiva, como “Aqui Não Entra Luz”, de Karol Maia, “Un Futuro Brillante”, de Lucía Garibaldi, “Quemadura China”, de Verónica Perrotta, e “Futuro Futuro”, de Davi Pretto. Também estão previstas sessões especiais, como “Nada a Fazer”, de Leandra Leal, e “Nuestra Tierra”, de Lucrecia Martel.
Além das exibições, o festival promove atividades paralelas, como o Sur Frontera WIP LAB, voltado a profissionais do audiovisual, oficinas e encontros com realizadores. Entre os destaques estão a aula magistral com a diretora Paula Markovitch e a oficina sobre protocolo antiassédio no setor audiovisual.
A programação inclui ainda homenagens a nomes da cultura local, exposições, shows e saraus. O encerramento, no dia 2 de maio, será marcado pela cerimônia de premiação e novas homenagens, consolidando mais uma edição de um evento que se firmou como espaço de valorização do cinema e da cultura na região de fronteira.

