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Minuano Conecta

Entre memória, criação e permanência

Em 25/04/2026 às 09:41h

por Redação JM

Entre memória, criação e permanência | Minuano Conecta | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Foto: Francisco Assis

Bagé é uma cidade que se reconhece pela cultura, e, sobretudo, pela persistência da cultura. Entre ruínas históricas, palcos que resistem, memórias preservadas a duras custas e criações contemporâneas que buscam novos caminhos, o Minuano Conecta desta edição de fim de semana nasce justamente desse encontro entre passado, presente e futuro.

Nesta edição, o caderno percorre diferentes formas de criação e preservação cultural para mostrar como Bagé segue produzindo, reinventando e narrando a si mesma. Do patrimônio histórico às artes cênicas, da moda às histórias em quadrinhos, passando pelo rádio e pelo carnaval, o que se evidencia é uma cidade em movimento constante, mesmo quando suas estruturas parecem incompletas ou em disputa.

Na reportagem de capa, o teatro ocupa o centro dessa discussão. Bagé sempre teve uma cena cênica viva, construída mais pela força dos artistas do que por estruturas ideais. A memória do antigo Teatro 28 de Setembro, sua importância histórica e seu desaparecimento, se entrelaça com a realidade atual de grupos que seguem criando em espaços alternativos, como o Teatro Santo Antônio e o Cenarte/Urcamp. Companhias como Bufões da Rainha, Os Carlitos e o Coletivo Movimento mostram que, mesmo sem um grande equipamento teatral permanente, a cidade mantém uma produção contínua, formadora e comunitária.

É nesse contexto que estreia uma nova coluna dedicada às artes cênicas: Quarta Parede. O conceito, no teatro, refere-se à barreira imaginária entre o palco e o público, uma “parede invisível” que sustenta a ilusão da cena. Quando não é rompida, mantém o espectador como observador externo; quando é atravessada, cria diálogo direto entre ator e plateia, deslocando a experiência teatral para outro nível de consciência e participação. A coluna nasce justamente para explorar essas relações: entre cena e cidade, entre artista e público, entre o que se representa e o que se vive fora do palco.

O caderno também revisita a história do Forte de Santa Tecla e seu longo processo de tombamento, revelando como a preservação do patrimônio muitas vezes depende de esforços que atravessam décadas, pareceres e silêncios institucionais. Ao mesmo tempo, abre espaço para compreender como a memória de um território é construída não apenas por seus monumentos, mas também pelos olhares que insistem em mantê-los vivos.

No campo da cultura contemporânea, a edição traz ainda a trajetória de Luciano de Lima e sua HQ “Paraíso do Mal”, que conecta Bagé ao circuito nacional de produção independente, mostrando como narrativas locais podem ganhar escala global quando atravessam linguagens e plataformas. A moda também entra em cena ao revisitar o “pretinho básico”, peça que sintetiza elegância e história, atravessando séculos de transformações sociais até se tornar símbolo de sofisticação no século XX.

A edição se completa com o perfil de Edgar Muza, cuja vida no rádio e no carnaval revela outra dimensão da cultura bajeense: aquela feita de improviso, paixão e continuidade. Sua trajetória reforça a ideia de que a comunicação popular também é patrimônio vivo, sustentado pela presença cotidiana de quem faz da voz um espaço de encontro.

Mais do que reunir temas, esta edição do Minuano Conecta propõe uma leitura integrada da cultura: aquilo que foi preservado, o que ainda se constrói e o que já se transforma em memória ativa. Bagé aparece, assim, não como um cenário estático, mas como um organismo cultural em permanente cena, onde, com ou sem quarta parede, o diálogo nunca se encerra.

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