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Cidade

Imba homenageia professora Leci Rizzi e perpetua legado no ensino do violino em Bagé

Em 10/04/2026 às 22:37h
Yuri Cougo Dias

por Yuri Cougo Dias

Imba homenageia professora Leci Rizzi e perpetua legado no ensino do violino em Bagé | Cidade | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Reitor prestou reverência para sua professora - Foto: Yuri Cougo Dias

O Instituto Municipal de Belas Artes (Imba) realizou, na noite desta sexta-feira, 10, uma homenagem à professora e musicista Leci Lorena Barbieri Rizzi, reconhecida por sua atuação na formação musical de gerações de alunos no município. Durante a cerimônia, foi feito o descerramento da placa que denomina uma sala com o seu nome, medida que formaliza a preservação de sua memória e contribuição à instituição.

O ato reuniu familiares, agentes culturais e autoridades municipais. Um dos momentos centrais foi a manifestação do reitor da Urcamp, professor doutor Guilherme Cassão Marques Bragança, que também é violinista e foi aluno de Leci. Em sua fala, destacou a relação construída ao longo dos anos, definindo a professora como uma referência que ultrapassava o ambiente de sala de aula. Recordou o período em que foi o único estudante de violino no Imba, quando iniciou os estudos na própria sala que agora leva o nome da docente. “Ela organizava o material dos alunos, preparava tudo sem nunca mencionar isso. Para nós, era mais do que professora, era uma presença constante”, afirmou, ao agradecer a oportunidade de prestar a homenagem àquela que chamou de “mãe musical”. Acrescentou ainda que o legado permanece por meio da continuidade do ensino: “O violino dela seguirá sendo tocado, suas partituras continuarão sendo executadas”.

O diretor do Imba, Guilherme Monteiro, ressaltou que a instituição reconhece sua história ao mesmo tempo em que projeta o futuro. Segundo ele, a homenagem evidencia a continuidade do trabalho iniciado por Leci. Monteiro também destacou a expansão recente do ensino de violino, que atualmente conta com 20 alunos e outros 12 na lista de espera. A expectativa é ampliar esse número para 32 estudantes, com a perspectiva de formação de novos professores na área. “É um movimento que parte do legado deixado por ela e se desdobra nas novas gerações”, observou.

O secretário municipal de Cultura, Zeca Brito, enfatizou o papel da professora na construção de vínculos comunitários ao longo de mais de quatro décadas dedicadas ao ensino de teoria musical. Para ele, a trajetória de Leci ultrapassa a dimensão individual e se insere em um processo coletivo. “Há uma ideia de pertencimento construída pelas pessoas e pelos afetos. A professora Leci passa a ser parte dessa memória comum, que orienta também o pensamento sobre o futuro”, disse. O secretário ainda destacou a formação de alunos que seguiram caminhos diversos, entre eles o próprio reitor da Urcamp, apontando a singularidade de uma trajetória acadêmica associada à formação artística.

Nascida em Bagé, em 19 de março de 1944, Leci Rizzi iniciou seus estudos musicais ainda na infância, no então Conservatório de Música de Bagé, hoje integrado ao Imba. Concluiu o curso de Teoria Musical e Solfejo em 1963 e, a partir de então, passou a atuar como docente, dando sequência à própria formação. Em 1982, concluiu seus estudos em violino, instrumento ao qual se dedicou com maior ênfase ao longo da carreira, embora também tenha formação em flauta doce.

Ao longo de sua trajetória, integrou orquestras locais entre as décadas de 1950 e 2000, exercendo em diferentes momentos a função de spalla. No Imba, onde atuou por mais de 40 anos, foi durante longo período a única professora de violino, garantindo a continuidade do ensino do instrumento na cidade. Seu trabalho resultou na formação de músicos que hoje atuam em diferentes regiões do país e no exterior.

A denominação da sala com seu nome insere de forma permanente sua presença no cotidiano da instituição, associando a memória de sua atuação à continuidade do ensino musical em Bagé.

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