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Cidade

Ato marca 250 anos e reinaugura placa do Forte de Santa Tecla

Em 28/03/2026 às 18:01h

por Melissa Louçan

Ato marca 250 anos e reinaugura placa do Forte de Santa Tecla | Cidade | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Reitor da Urcamp participou de reinauguração de placa Foto: Márlon Posqui

Um ato realizado na tarde de quinta-feira (26), marcou os 250 anos da conquista do Forte de Santa Tecla, área que, à época, estava sob domínio espanhol. A atividade aconteceu no sítio arqueológico do antigo forte e reuniu autoridades, pesquisadores e representantes de diferentes instituições. Os convidados foram recepcionados por dois homens trajando fardamentos de soldados espanhóis e portugueses da coleção de Flávio Cantão, remetendo ao contexto histórico do período. Também participaram o cônsul uruguaio, Brian Rodriguez, representantes das sociedades Espanhola e Portuguesa e Tibiriçá Taborda, filho de Tarcísio Taborda, pesquisador que trouxe à tona a importância histórica do local.

Presidente do Núcleo de Pesquisa Histórica Tarcísio Taborda (NPHTT), Jaime Barbosa Vivian destacou o significado da data. “Hoje celebramos os 250 anos da conquista luso-brasileira dessa área, que era espanhola. A ideia é justamente mostrar a importância desse marco, que foi o ponto inicial da presença portuguesa”, afirmou. Segundo ele, esse episódio ajuda a compreender a própria formação de Bagé, fundada em 1811.

Vivian também ressaltou o objetivo de valorizar o sítio arqueológico. “A gente tinha esse dever de fazer essa referência nessa data e convidar todos para esse local belíssimo, que é uma referência da história do município”, disse. 

Ele ainda adiantou que as atividades alusivas seguem ao longo do ano, incluindo a oitava edição do Encontro Municipal de História, que ocorre em julho e terá como tema os 250 anos da conquista do Forte de Santa Tecla.

Representando a Urcamp, o reitor, professor doutor Guilherme Cassão Marques Bragança, enfatizou a importância da preservação da memória. “Mais do que fatos, celebramos pessoas como o professor Tarcísio Taborda, que nos trouxe a força para manter viva essa memória”, afirmou.

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Ele também destacou o papel das instituições na guarda desse patrimônio. “A memória de Bagé existe porque tivemos nomes como Tarcísio Taborda e porque temos o Museu Dom Diogo de Souza, mantido pela Fundação Áttila Taborda. É fundamental que a comunidade abrace esse espaço, guardião da nossa história, arte e cultura”, completou. Vale destacar que o acervo do antigo museu Patrício Corrêa da Câmara, que ficava situado no sítio com artefatos arqueológicos do local, está em exposição permanente no Museu Dom Diogo.

O evento incluiu a reinauguração de uma placa com informações históricas e uma ilustração de como teria sido a estrutura. Após o ato, os participantes realizaram uma visita guiada por pontos demarcados do sítio arqueológico, como o local onde ficava a antiga capela e os baluartes do forte.

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