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Esportes

Guarany encerra campanha histórica na Copa do Brasil e amplia projeção do futebol da Campanha Gaúcha

Em 12/03/2026 às 16:27h
Yuri Cougo Dias

por Yuri Cougo Dias

Guarany encerra campanha histórica na Copa do Brasil e amplia projeção do futebol da Campanha Gaúcha | Esportes | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Alvirrubro protagonizou confronto equilibrado diante da Ponte Preta - Foto: Rebeca Schumacker

A derrota por 1 a 0 para a Associação Atlética Ponte Preta, na noite de terça-feira, 10, no Estádio Moisés Lucarelli, marcou o fim da trajetória do Guarany Futebol Clube na Copa do Brasil de 2026. O resultado, no entanto, não reduz o significado da campanha construída pelo clube bajeense, que alcançou pela primeira vez a terceira fase da competição — feito inédito para uma equipe da região da Campanha Gaúcha.

A eliminação em Campinas encerra uma trajetória que ultrapassa o aspecto esportivo imediato e passa a integrar a memória recente do futebol regional. Mais do que uma participação pontual, a campanha representa um marco para uma região historicamente distante dos grandes centros do futebol brasileiro e que raramente consegue alcançar visibilidade em competições nacionais.

A dimensão histórica da campanha

A Copa do Brasil, criada no final da década de 1980, sempre foi considerada uma das principais vitrines para clubes de menor projeção no cenário nacional. O formato eliminatório permite que equipes de diferentes divisões se enfrentem diretamente, abrindo espaço para campanhas surpreendentes e para o surgimento de clubes fora do eixo tradicional do futebol brasileiro.

Nesse contexto, a chegada do Guarany à terceira fase adquire um peso simbólico ainda maior quando se observa o histórico da região. A Campanha Gaúcha, que tem o município de Bagé um de seus principais centros urbanos, raramente teve representantes que avançassem de forma significativa em torneios nacionais.

Por décadas, o futebol local esteve restrito às disputas estaduais, frequentemente enfrentando limitações estruturais, financeiras e logísticas que dificultam a permanência em competições de alcance nacional. A campanha do Guarany, portanto, rompe uma barreira histórica ao inserir um clube da região em uma etapa mais avançada de um dos torneios mais acompanhados do país.

Um confronto competitivo

Dentro de campo, o jogo diante da Ponte Preta mostrou que a distância entre os clubes não se traduziu em superioridade evidente durante a partida. Apesar da tradição e da estrutura do adversário paulista, o Guarany conseguiu sustentar um confronto equilibrado durante boa parte do tempo regulamentar.

O primeiro tempo transcorreu com relativa igualdade de ações. A equipe paulista teve maior iniciativa ofensiva, mas encontrou um sistema defensivo organizado, capaz de neutralizar as principais investidas. Quando teve a posse de bola, o Guarany conseguiu circular o jogo e explorar transições ofensivas, mantendo a partida aberta.

O cenário foi alterado logo no início da segunda etapa, quando um chute de longa distância do meia Bryan Borges resultou no único gol da partida. O lance acabou definindo o resultado de um jogo em que nenhuma das equipes criou grande volume de oportunidades claras.

O desfecho evidencia um aspecto recorrente em confrontos eliminatórios: muitas vezes, a diferença se estabelece em detalhes isolados, sobretudo quando uma equipe possui maior repertório técnico ou experiência em jogos desse nível competitivo.

A diferença estrutural entre os elencos

Se o equilíbrio tático esteve presente em campo, a diferença estrutural entre os clubes apareceu na composição dos elencos. A Ponte Preta conta com jogadores experientes e um grupo numericamente mais amplo, enquanto o Guarany chegou ao confronto com um elenco reduzido e em processo de transição.

A própria escalação bajeense refletiu esse contexto. Dois reforços anunciados – o meia Silas e o atacante Ruan Freitas - apenas um dia antes da partida foram utilizados na equipe titular, evidenciando a necessidade de recomposição do grupo em meio a saídas recentes de atletas que vinham sendo destaques da campanha.

A visibilidade nacional

A participação do Guarany na terceira fase da Copa do Brasil também teve impacto direto na exposição do clube em âmbito nacional. A partida foi transmitida para todo o país – SportTV, Premiere e GE TV (YouTube) ampliando o alcance da marca do clube e, indiretamente, da própria cidade de Bagé.

Esse fenômeno ajuda a explicar por que a Copa do Brasil costuma ser vista como uma vitrine estratégica para clubes menores. Além da premiação financeira, a competição proporciona exposição institucional, possibilidade de valorização de atletas e fortalecimento da imagem do clube perante patrocinadores e investidores.

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Olhar para o próximo desafio

Com o encerramento da campanha na Copa do Brasil, o clube bajeense passa a direcionar suas atenções para a disputa do Campeonato Brasileiro Série D, competição nacional que deve começar no início de abril. Agora, o elenco do Guarany está de folga até segunda-feira, 16, retornando normalmente aos treinamentos na terça-feira, 17. Durante o período serão anunciados novos atletas para a disputa da série D.

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