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Campo e Negócios

Na Agroindústria Zago, mulheres seguem tradição da produção de laticínios

No campo, onde muitas vezes o trabalho das mulheres ainda passa despercebido, histórias como a da família Zago mostram como a presença feminina tem sido cada vez mais decisiva na produção rural

Em 06/03/2026 às 15:46h

por Melissa Louçan

Na Agroindústria Zago, mulheres seguem tradição da produção de laticínios | Campo e Negócios | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Sueli e as filhas Milena e Dayza conduzem produção premiada Foto: Divulgação

O dia começa cedo na propriedade da família Zago, no interior de Hulha Negra. Antes mesmo que o sol aqueça o campo, o trabalho já está em andamento. Do leite produzido ali mesmo nascem queijos e outros derivados premiados, que hoje levam o nome da Agroindústria Zago para o estado. Por trás dessa produção estão Sueli Zago e as filhas Milena e Dayza. 

A agroindústria nasceu de forma natural, a partir de uma tradição que a família já carregava. Durante anos, o leite produzido na propriedade era destinado principalmente ao consumo da própria casa ou vendido in natura. Com o tempo, surgiu a ideia de transformar a matéria-prima em produtos com mais valor agregado.

Foi nesse momento que as filhas passaram a se envolver ainda mais com o negócio. À medida que a agroindústria foi se estruturando, elas começaram a participar não apenas da produção, mas também das decisões e da organização do trabalho.

Hoje, o dia a dia é dividido entre as três, em um sistema em que todas participam das diferentes etapas da produção. Desde o cuidado com a matéria-prima até a finalização dos produtos e a colocação dos rótulos, o trabalho é coletivo. Ao mesmo tempo, cada uma assumiu responsabilidades específicas: enquanto uma se dedica mais à divulgação e ao marketing, outra acompanha de perto a parte administrativa, pedidos e entregas.

A decisão de investir na produção de queijos veio justamente da vontade de fortalecer a atividade da família no campo. “A principal motivação foi agregar valor à matéria-prima que já produzíamos na propriedade. Ao transformar o leite em queijo e outros produtos, conseguimos ampliar as possibilidades de comercialização e melhorar a renda da família”, explica Sueli.

No começo, o caminho exigiu paciência e persistência. Estruturar a agroindústria significou enfrentar exigências sanitárias, investir em equipamentos e aprender cada detalhe do processo produtivo. Também foi necessário conquistar espaço no mercado e mostrar ao consumidor a qualidade do que estava sendo produzido ali, de forma artesanal.

Com o tempo, o reconhecimento começou a chegar. Alguns dos produtos da Agroindústria Zago já receberam premiações, inclusive na Expointer, um resultado que a família encara como fruto de muito trabalho. “Essas premiações representam um grande reconhecimento pelo esforço e dedicação de toda a família. Para nós, é a confirmação de que estamos no caminho certo”, destaca Sueli.

Na produção, o cuidado começa na própria origem da matéria-prima. O leite utilizado vem da propriedade e passa por um processo artesanal que prioriza qualidade e atenção aos detalhes. Para a família, é justamente essa combinação que faz com que os queijos se destaquem.

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Mas, mais do que um negócio, a agroindústria também se tornou um espaço de convivência e construção de futuro. Trabalhar lado a lado com as filhas é algo que Sueli define como motivo de orgulho. “Além de construir um negócio, estamos também construindo um legado para a família”, afirma.

 

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