Cidade
Bagé mantém alto valor em transferências de programas federais
por Redação JM
Contabilizando R$ 182,4 milhões em 2025, as transferências relacionadas a programas sociais feitas pela União ao município de Bagé não superaram o montante contabilizado em 2024, que ultrapassou R$ 185 milhões. Bagé, porém, figura entre as 10 cidades do Rio Grande do Sul que mais receberam valores de benefícios sociais custeados pelo governo federal no período.
De acordo com levantamento da Controladoria-Geral da União (CGU), 17,5% da população bajeense recebeu algum tipo de benefício no ano passado. O percentual não supera aquele verificado em 2024, quando 18% da população bajeense foi beneficiada por programas de transferência de renda ou algum tipo de auxílio esporádico.
A média anual de transferência, por beneficiário, foi de R$ 8,9 mil. Em números absolutos, o maior montante corresponde ao Bolsa Família, superando R$ 93,3 milhões, seguido pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC), que ultrapassou R$ 88 milhões em onze meses, conforme balanço da CGU. O BPC garante um salário mínimo por mês ao idoso com idade igual ou superior a 65 anos ou à pessoa com deficiência de qualquer idade.
O BPC não é aposentadoria. Para ter direito, não é preciso ter contribuído para o INSS. Diferente dos benefícios previdenciários, o BPC não paga 13º salário e não deixa pensão por morte. Para ter direito, é necessário que a renda por pessoa do grupo familiar seja inferior a 1/4 do salário mínimo. O beneficiário do BPC, assim como sua família, deve estar inscrito no Cadastro Único.

