MENU

Identifique-se!

Se já é assinante informe seus dados de acesso abaixo para usufruir de seu plano de assinatura. Utilize o link "Lembrar Senha" caso tenha esquecido sua senha de acesso. Lembrar sua senha
Área do Assinante | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler

Ainda não assina o
Minuano On-line?

Diversos planos que se encaixam nas suas necessidades e possibilidades.
Clique abaixo, conheça nossos planos e aproveite as vantagens de ler o Minuano em qualquer lugar que você esteja, na cidade, no campo, na praia ou no exterior.
CONHEÇA OS PLANOS

Esportes

Totonho Padilha completa 30 anos de trabalho com formação de atletas

Em 28/02/2026 às 17:06h
Yuri Cougo Dias

por Yuri Cougo Dias

Totonho Padilha completa 30 anos de trabalho com formação de atletas | Esportes | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Treinador é famoso pela revelação de atletas na região - Foto: Arquivo Pessoal

O técnico Totonho Padilha comemorou no sábado, 28, três décadas ininterruptas de trabalho com categorias de base em Bagé. Aos 66 anos, ele segue em atividade e à frente da Escola Bageense de Formação de Atletas (EBFA), celebrando uma trajetória marcada por títulos, formação de jogadores e forte influência no futebol do interior.

A história começou em 28 de fevereiro de 1996. Na época, Totonho foi convidado para atuar na categoria master do Grêmio dos Sargentos e, a partir dali, surgiu a oportunidade de abrir uma escola de futebol no local. Ele permaneceu no projeto até 2003. “Ali teve jogador meu que foi para o Flamengo, para o Santos e para o Inter”, relembra.

Entre os resultados daquele período está o título da Superliga Gaúcha de Futebol Infantil, conquistado em 1999, com vitória por 1 a 0 sobre o Ipiranga de Sarandi, fora de casa. O trabalho inicial já indicava a vocação para revelar atletas, como Buiú, André Boer e José Luís (Cogoy).

Ao longo dos anos seguintes, Totonho percorreu diferentes projetos da base bageense. Foi levado ao Clube Caixeral em 2003, onde permaneceu até 2008. Nesse intervalo, também teve passagem pelo Guarany em 1998, dividindo as atividades com a escola do Grêmio dos Sargentos.

Em 2000, trabalhou no júnior do Grêmio Esportivo Bagé a convite de Eloi Thomas e Alencar Dal Molin, classificando a equipe de base para a fase seguinte da competição. Posteriormente retornou ao Caixeral e, em 2009, voltou ao Guarany ao lado do diretor Mário Medina Dornelles.

Após período trabalhando com o filho Roberto Padilha na Grêmio Conveniada (2010 e 2011), Totonho retornou novamente ao Guarany em 2012 — etapa considerada uma das mais marcantes da carreira. Foi nesse ciclo que participou da descoberta do volante Jaílson, identificado em um peneirão em Caçapava do Sul para a equipe sub-17. O jogador viria depois a ser vice-campeão mundial pelo Grêmio.

Ele permaneceu no clube até 2015. Destaque para o título do Gauchão A-2 Sub-17. No ano seguinte fundou a Chape Bagé, onde trabalhou entre 2016 e 2018, acumulando dois vice-campeonatos em competições importantes de base. Em 2019 voltou ao Bagé, permanecendo até 2021. O passo mais recente da trajetória ocorreu em 21 de fevereiro de 2022, quando criou a Escola Bagé de Formação de Atletas, projeto que segue em funcionamento.

Filosofia baseada em disciplina

Ao analisar as mudanças no futebol de base ao longo das décadas, Totonho avalia que o cenário atual é mais desafiador. Para ele, o comportamento das novas gerações mudou significativamente. “O mundo é outro contexto. Hoje nem sempre o futebol é a preferência dos meninos. Muitas vezes o sonho deles é mais assistir do que jogar. Hoje tu não pode ser só jogador, tu tem que ser atleta para sonhar em chegar a algum lugar”, explica.

A cobrança é parte central do método. Totonho relata que costuma ser rígido inclusive fora de campo, especialmente em competições. “Chega 11 horas da noite e tem que me entregar o celular. Eles não querem, mas acabam entregando”, conta. Segundo ele, a medida tem efeito direto no rendimento. “No quinto jogo que fizemos lá, ganhamos de 4 a 1 e os guris deles ‘morreram ‘no segundo tempo”, conta.

Trabalho mantido pela comunidade

Mesmo com a longa trajetória, Totonho afirma que não recebe salário pelo trabalho atual. A manutenção do projeto ocorre com apoio de colaboradores. “Eu não cobro nada dos meninos. O trabalho é gratuito. Muita gente me ajuda, de todo o Estado e até de fora”, destaca.

Entre os exemplos recentes citados por ele está o atacante Lucas Paquetá, formado em seu projeto e que recentemente se transferiu para o futebol da Eslováquia. Além disso, dois atletas da escola foram observados na Copa Ventos do Sul e participarão de avaliação do Grêmio em Osório.

A longevidade, segundo ele, se explica por perseverança. “A minha esperança e a minha perseverança. E também por eu ter me tornado um cara muito conhecido. Quando atleta, eu cheguei no Inter e já fui direto treinar. No outro sábado já joguei. E botei tudo isso fora por irresponsabilidade. Eu passo para eles aquilo que fiz de errado. Muito compromisso, muita responsabilidade. Não vou vender sonho. Às vezes o médio jogador joga e o que se acha grande se perde no caminho”, observa.

{AD-READ-3}

Ele também recorda a passagem de diversos atletas por seus times, como Adriel, Thiago Bagé, Rafael Carvalho, Patrick Brasil (autor de gol do Internacional em título mundial sub-15), Buiuzinho, Julinho, os irmãos Thiago e Diego Saraçol e Fernandinho. Outro capítulo importante da trajetória foi a criação do Fronteiraço, torneio que movimentou a base da região por 11 edições.

Apesar do currículo extenso, Totonho evita tom de celebração pessoal. Diz que a marca dos 30 anos traz mais responsabilidade do que emoção. “Não me emociona. Me deixa apavorado como é que eu ainda consigo me envolver nisso tudo”, conclui.

Galeria de Imagens
Leia também em Esportes
PLANTÃO 24 HORAS

(53) 9167-1673

jornal@minuano.urcamp.edu.br
SETOR COMERCIAL

(53) 3242.7693

jornal@minuano.urcamp.edu.br
CENTRAL DO ASSINANTE

(53) 3241.6377

jornal@minuano.urcamp.edu.br