Urcamp
Região marca presença no Fórum Internacional de Meio Ambiente sobre o Pampa
Guilherme Collares, pró-reitor da Urcamp, durante sua participação no FIMA, apresentou as ações da instituição para a conservação do bioma
por Melissa Louçan
A 13ª edição do Fórum Internacional de Meio Ambiente (FIMA), realizada nos dias 26 e 27 de março, no Memorial do Legislativo, em Porto Alegre, contou com a participação de três representantes da região que atuam ativamente na defesa do bioma Pampa. O evento, promovido pela Associação Riograndense de Imprensa (ARI), reuniu especialistas e representantes de diversas instituições para debater os desafios ambientais e o equilíbrio entre conservação e atividades econômicas no bioma.
O pró-reitor de Inovação, Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da Urcamp, Guilherme Collares, representou a instituição no evento e participou do painel realizado na quarta-feira (26), às 13h30. Durante sua apresentação, ele destacou as iniciativas da Urcamp para a conservação do Pampa, enfatizando a importância do ensino, da extensão e da pesquisa no desenvolvimento regional sustentável. "A Urcamp foi a única Instituição de Ensino Superior da Metade Sul presente e atuante no evento, demonstrando seu compromisso com a preservação do bioma Pampa", afirmou.
A coordenadora da União pela Preservação do Rio Camaquã (UPP Camaquã), Márcia Collares, também teve participação de destaque ao abordar a luta contra a mineração na Bacia do Rio Camaquã. Em sua intervenção, ela apresentou as principais ações ambientais desenvolvidas para proteger a região e alertou sobre os impactos que a exploração mineral pode trazer ao ecossistema local.
Outro nome que representou a região no FIMA foi a presidente da Associação para Grandeza e União de Palmas (AGrUPa), Vera Collares. Em seu painel, ela destacou o papel da pecuária familiar na preservação do Pampa e apresentou práticas sustentáveis aplicadas à produção pecuária. Segundo Vera, o manejo adequado da pecuária pode ser um aliado na manutenção do bioma, garantindo tanto a sustentação econômica dos produtores rurais quanto a conservação da biodiversidade local.
O bioma Pampa, que cobre 63% do território do Rio Grande do Sul e se estende pelo Uruguai e Argentina, é o segundo bioma mais degradado do Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre 2000 e 2018, ele perdeu 16,8% de sua cobertura natural. Durante o evento, pesquisadores, ambientalistas, produtores rurais e representantes do poder público discutiram estratégias para reverter esse cenário e fortalecer a sustentabilidade da região.

