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Diones Franchi

  • Jornalista e Mestre em História

Casa de Cultura Pedro Wayne

Em 06/03/2026 às 13:53h, por Diones Franchi

A Casa de Cultura Pedro Wayne é uma dos principais prédios históricos do município de Bagé, sendo um dos seleiros culturais da Região da Campanha.
Tudo começou, quando em 1902, na rua Sete de Setembro, esquina General Neto foi fundada a Casa Vermelha, pela empresa Afonso Garrastazu e Cia. Fazia parte da sociedade, Alcebíades Gontan que a partir de 1915, passou a ser o único proprietário.
O estabelecimento, era considerado a casa de maior bom gosto e luxo da época, sendo que as roupas vinham diretamente da Europa, com artigos para senhoras, crianças e cavalheiros, perfumarias calçados, miudezas, além de secos e molhados.
Em 1919, o prédio foi vendido ao Banco do Comércio, que anteriormente funcionava no prédio da Câmara de Vereadores de Bagé, desde sua inauguração em 1° de outubro de 1917, tendo como gerente da época, Pedro Carlos Peixoto.
Na década de 1920, o prédio da antiga Casa Vermelha foi demolido e então construído no local, uma nova agência do Banco Nacional do Comércio, sendo o projeto assinado por Henrique Tobal.
A inauguração ocorreu no dia 15 de maio de 1929, sendo gerente da época Manuel Rodrigues Athayde, onde sua moradia era na parte superior.
Após alguns anos, o Banco Nacional do Comércio fez fusão com o Banco da Província e também com o Banco Industrial, transformando-se no Banco Sul Brasileiro, até o fim de suas atividades.   
No final da década de 1980, o prédio foi adquirido pelo Município de Bagé na administração do Prefeito Luiz Alberto Vargas, sendo denominada “Casa de Cultura Pedro Wayne”, através da lei municipal Nº 2.494, de 26 de abril de 1988.
O nome da Casa de Cultura bageense é em homenagem a Pedro Wayne, que foi um jornalista, poeta e romancista. Ele, nasceu em Salvador no dia 26 de fevereiro de 1904, mas morou grande parte de sua vida em Bagé. Quando criança, passou a residir na cidade, onde teve um contato mais direto com a vida campeira do gaúcho, a lida do campo, com o gado e o trato com o cavalo. Pedro Wayne também trabalhou como agricultor, além de bancário, juiz municipal e jornalista.
A sua obra mais conhecida é Xarqueada, considerada uma incisiva crítica à realidade do da charqueada da campanha do Rio Grande do Sul.
Trabalhou como jornalista e cronista no Jornal Correio do Sul e publicou diversos livros.
Pedro Wayne incentivou e colaborou, desde do início, para a formação do Grupo de Bagé, com os pintores bageenses Danúbio Gonçalves, Glênio Bianchetti e Glauco Rodrigues. Atualmente, existe uma sala em homenagem a este grupo, no local, expondo obras desses importantes artistas,
A Casa de Cultura Pedro Wayne, permanece viva, incentivando a cultura dos artistas de nossa região, promovendo atividades culturais, através de um passado grandioso, que relembra a imponência de um importante prédio de Bagé, homenageando um dos grandes nomes de nossa literatura gaúcha e brasileira.  


Referências

Fagundes, Elisabeth Macedo de. Inventário Cultural de Bagé. Porto Alegre. Praça da Matriz, 2012
Lemieszeck, Claudio. Apontamentos sobre a História de Bagé. Martins Livreiro, 1997.
Lopes, Mario. Personalidades de um século em Bagé, 2012.

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