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O Racismo Cordial Brasileiro: das trajetórias históricas aos tempos de redes sociais

Em 06/03/2026 às 13:53h, por César Jacinto

As relações raciais no Brasil são complexas e marcadas por conflitos históricos, rupturas sociais, arranjos culturais e reestruturações da sociedade que não deram conta de apagar as consequências e os traumas da escravidão mercadológica de povos africanos, jogados a sorte sem políticas públicas de inclusão em áreas como saúde, educação, terras a população afro-brasileira trocou os papéis de escravizados para empobrecidos sem perspectivas de ascensão social, num cenário urbano distantes da realidade que permeou a suas vidas, assim como das gerações anteriores.

A transformação de cidades que se tornaram as grandes metrópoles do país com o decorrer das décadas do século XX em seus planos de expansão passaram a serem modelos excludentes da população indesejada nos seus pseudos processos civilizatórios de num primeiro momento de branqueamento pela reprodução das teorias racistas e posteriormente na embarcação do mito da democracia racial que mantiveram as desigualdades entre negros e não-negros em todo país.
As expressões preconceituosas e racistas anteriormente manifestadas oralmente ou manuscritas nos anúncios de compra e venda de escravizados, nos periódicos escravocratas e até mesmo, pasmem, nas legislações e documentos oficiais do império e posteriormente da república. Com os avanços tecnológicos que experimentaram uma progressão geométrica no século XXI a expectativa de uma sociedade centrada na humanidade e no poder empático não se concretizou e o acesso massivo a uma rede mundial de computadores proporcionou a sua utilização irresponsável e para fins nocivos.
Um espaço democrático, de opinião e de acesso universal e irrestrito tem se tornado um território de ódio e expressões preconceituosas e racistas, as REDES SOCIAIS têm exposto na contemporaneidade o legado racista e excludente do brasileiro alcançando todas as formas de intolerância que contaminam as relações sociais. Contas restritas e perfis falsos destilam ódio contra pessoas e instituições que defendem um país sem racismo ou simplesmente expõem o orgulho da negritude.
Nas redes sociais manifestações de orgulho da negritude, eventos de afirmação da identidade negra ou a luta por direitos que deveriam encontrar salvas de reconhecimento, tẽm sido literalmente invadidas por comentários racistas, tornando explícitas atitudes que durante muito tempo permaneceram implícitas, até mesmo no campo da subjetividade, não transcendendo o território privado.

Legitimados pela ascensão em espaços de poder de grupos conservadores, este discurso racialista eugênico eurocentrado tem se materializado nas postagens das redes sociais, algumas descontextualizadas, sem embasamento teórico, outras intencionais buscando inverter o processo de racialização no país e em outras, mensagens agressivas demonstrando que as conquistas do povo negro e as políticas públicas inclusivas e afirmativas incomodam os calos dos racistas.

As redes sociais no contexto sociocultural brasileiro tem evidenciado o racismo cordial brasileiro, estruturado e institucionalizado, que está em todos os lugares, em todas as classes, porque nossa legado escravocrata está baseado no fenótipo, como se diz popularmente nossa cor chega primeiro do que nossos nomes, profissões ou títulos.

A bactéria do racismo continua latente, mas há de se resistir inspirado na luta ancestral de Zumbi, Dandara, Acotirene, Luiza Mahin, Luiz Gama, João Cândido, Oliveira Silveira, Lelia Gonzalez, Luiza Barrios, dentre tantas outras efemérides, 20 de novembro é feriado, conquista da militância negra, mas a organização, mobilização e resistência devem continuar como palavras-chaves em tempos da contemporaneidade.

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