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Conversa de sábado

Em 06/03/2026 às 13:53h, por José Carlos Teixeira Giorgis

Bagé missioneira. Oportuno e historicamente relevante o parecer do Instituto Histórico e Artístico do Estado (Iphae), suscitado por provocação da Prefeitura de Bagé reconhecendo a existência de fundamentos que ligam Bagé, na Campanha, às Missões Jesuíticas. E que a ocupação do território bajeense se vincula ao desenvolvimento das Reduções. Segundo diz Zeca Brito à imprensa fica plausível a inclusão do município nas comemorações dos 400 anos das Missões; e assim obter recursos para o turismo e outros destinos. Nisto se valorizam os estudos feitos do posto de Santa Tecla, estamento na presença de jesuítas e índios e testemunha de episódios já referendados pelos memorialistas, como os silos da Encruzilhada e alhures, efeitos da guerra guaranítica, e até as possíveis lutas de Sepé em nossas planuras; as lutas que envolveram Rafael Pinto Bandeira, o Acampamento Militar, em 1811, a fixação das fronteiras, a vizinhança com a Guarda de São Sebastião, “herdeira da ocupação missioneira”. Abrem-se as portas de uma “Bagé missioneira” para a meditação e pesquisa. Louvem-se a iniciativa do Prefeito e de seu eficiente Secretário de Cultura. (ZH, 12.11).

Flávio Leite e a liderança operística. Há quase dez anos, quando cheguei para o expediente no Memorial do Judiciário, encontrei a coordenadora Mary Biancamano conversando com duas visitantes. Eram as jovens cantoras líricas Luciana Kiefer e Candice Rybu Mascarello, que sabendo da atuação da Corte junto a escolas públicas e privadas (Programa Formando Gerações, criado em 2004 e vencedor do prêmio federal Innovare em 2022, que recebi entregue pela Ministra Rosa Weber, então presidente do STF). Ali nascia a Terça Lírica, onde cantores entoavam récitas de óperas célebres, precipuamente usando a Galeria dos Casamentos, mezanino do Palácio da Justiça e que também se deslocou para os foros regionais na área metropolitana. Até agora não consegui “interiorizar” a iniciativa – obviamente começando por Bagé – por questões financeiras, mas o sonho aproxima-se de realizar-se, com a chegada do conterrâneo Flávio Leite que praticamente “ressuscitou “a Companhia de Óperas do RS e desenvolve trabalho exemplar, tanto que vem ser premiado por órgão público. Assumindo a Terça Lírica deu continuidade a uma nova forma, ou seja, a “teatralização” de episódios de determinada ópera, agora realizados no Auditório Osvaldo Stefanello do Palácio da Justiça, usando cantores de várias partes do país, inclusive com a projeção de legendas de tradução no espaço superior do palco. Certa noite um amante de óperas, depois do espetáculo veio quase implorando a continuidade do evento, eis que era um dos raros eventos gratuitos para quem aprecia recitais. Agora também na internet. Mas quero falar de Flávio que agora é assessorado também pelo pedritense Patrick Menuzzi. É um orgulho pelo desempenho que tem aqui na divulgação da atividade operística e por sua liderança na área e no Grupo Nova Geração da Ópera Brasileira, composta por duas centenas de talentosos cantores. Flávio, que inovou o canto lírico no estado, chefiará no Natal um espetáculo na Praça da Matriz, convidado pelo Zeca Brito. De meu lado, espero um dia, também fazer uma Terça Lírica na Catedral de Bagé.

Roberto Bittencourt Martins. Quando se busque nos dicionários de literatura as referências aos autores bajeenses, além de Pedro Wayne, sempre se encontra o nome deste estimado médico psiquiatra que morou defronte à Praça de Desportos e agora em aprazível zona no Rio de Janeiro. Num determinado momento das letras gaúchas, época de valorização das coisas e personagens do pago, causou agradável surpresa o aparecimento de “Ibiamoré, o trem fantasma”, que logo se tornaria um clássico. Ás vezes ainda o releio, acho sempre alguma surpresa que encanta pela engenhosa construção do enredo que muito comunga de uma tradição da nova literatura sul-americana, seus tipos e mistérios. Roberto soube da comenda recebida pelo escrevente, e, gentil, uniu-se aos cumprimentos, não deixando de falar algo “de nossa aldeia tolstoiana”...Lembre-se que além do livro acima Roberto publicou “ O vento nas vidraças” e “Ardente amor e outras histórias”, também bem-sucedidas produções. Com a “febril atividade” da Secretaria de Cultura não duvido que no próximo ano nossa Academia de Letras possa convidar o talentoso conterrâneo para as devidas homenagens.

Mulheres alvirrubras. Olha aí, gente. O ano que vem está perto e logo começam as domingueiras de janeiro e fevereiro, a padre Abílio entupida de trânsito, o som das charangas, à noite serena nas sombras dos bares envolta da Praça, muitas mulheres vestindo o chique “encarnado e branco”, etc. I have a dream, diria Martin Luther King, olhando para a Estrela D’Alva. Uso (abuso?) da frase para anotar minha intenção, que obviamente não é original, de fazer uma antologia de entrevistas com as mulheres que não perdem jogo, as verdadeiras “damas alvirrubras”. Pedi ajuda à Melissa deste jornal para inventariar o rol de colegas que se vinculam à atividade futebolística. Devo, em dezembro, “retornar ao aconchego” e me incorporar ao grupo precursor. Pode a obra não dar dividendos, mas que a experiência será gratificante, ah, isto sim garanto que será.

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