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A história da literatura no Rio Grande do Sul

Em 06/03/2026 às 13:53h, por José Carlos Teixeira Giorgis

Quando encerrava o ciclo universitário em Porto Alegre, George e eu nos matriculamos em curso muito concorrido sobre literatura do Rio Grande do Sul, ministrado pelo professor Guilhermino Cesar, na Pontifícia Universidade Católica, onde éramos alunos. O renome científico do ministrante mineiro, já morador do estado, levou uma multidão ao auditório da entidade. Na ocasião, o conferencista deu publicidade à sua clássica obra “História da Literatura do Rio Grande do Sul (1737-1902) ”, que logo se tornaria leitura e estudo obrigatórios para os intelectuais, mestres e apreciadores de livro excepcional, logo publicada na Coleção Província da Editora Globo e fonte credenciada para pesquisas e trabalhos acadêmicos. Depois dela, no assunto versado, pouco se acrescentou, embora a influência que ainda mantém. Não foi aqui apenas que Guilhermino luziu seu conhecimento, mas em outros setores, como a poesia, prosa e principalmente a história, na última onde se destacam estudos originais sobre a saga de heróis, a conquista do território e visão original sobre nossas origens.

Recentemente, todavia, impõe-se registrar a edição de uma “História da Literatura no Rio Grande do Sul “, em seis volumes, coleção organizada pelo erudito escritor e Professor Luiz Augusto Fischer. Chama atenção desde logo, como se vê no uso de preposições “do” e “no” os títulos acima indicados. Enquanto o “do” Rio Grande (Guilhermino) dá noção de pertencimento, o “no Rio Grande”, de Fischer significa uma noção de tempo, segundo os gramáticos. Uma é obra de autoria solitária. Outra uma série de narrativas variadas de diversos autores, quase uma enciclopédia. Realmente, a obra coletiva contém 70 textos de mais de 80 pesquisadores, ligados às universidades de todo o Estado e de outras localidades; e com o apoio da Editora da Universidade do Rio Grande. Com bela composição gráfica dos volumes, junto com o trabalho da Universidade, está a Editora Coragem, da capital, de propriedade do jovem e talentoso Thomaz Vieira, que também editara “Gauchismo Líquido”, festejada obra da bajeense Clarissa Ferreira.

Os diversos tomos contêm sumas diversificadas. O primeiro se intitula A Constelação Romântica e abrange o período formativo. Seguem-se O rumo moderno, cuidando das cidades na virada do século XIX; A Era Erico. Os anos 1930 a 1950; A ditadura. Anos de 1960 a 1980; Atualidade. Depois de 1990; e finalmente Longas Durações.

Bagé é cuidada no II volume, como um dos poucos centros de cultura letrada. Através de cuidadosa radiografia cultural, a pesquisadora Cristina Maria Rosa produz a adequado exame de obras, autores e movimentos, como Pedro Wayne, Tarcísio Taborda, Eduardo e Félix Contreiras Rodrigues, Luiz Coronel, Serafim dos Santos Souza, Cláudio Lemieszek. Élida Hernandes Garcia, João Carlos Pardal Mallet, jornais Dever e Correio do Sul, Jorge Reis, o Grupo de Bagé, Clóvis Assunção, Ernesto Wayne, Roberto Bittencourt Martins, Mário Lopes, Edy Lima, José Francisco Botelho, João Bosco Abero, Rodrigo Ungaretti Tavares e outros. A autora, Cristina Maria Rosa, é professora da Universidade Federal de Pelotas, pedagoga e mestre em Educação, autora de apreciadas obras, entre as quais “ Um alfabeto à parte: biobibliogafia de Pedro Rubens Wayne (2009) ”, para a qual contribui com algumas informações. Enfim, uma coleção que não deve faltar nas estantes de quem aprecia estudos similares.

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O falecimento de Antônio Kiwal Parera deixa sulco de surpresa e perda para a comunidade bajeense. Odontólogo, com raízes em famílias de tradição rural em campos fronteiriços, logo se afeiçoou também ao magistério, como outros colegas oriundos de seleto grupo de dentistas graduados em Pelotas, que também se integraram ao serviço público. De temperamento afável e a companhia de Ana Lúcia Nocchi logo galgou a simpatia dos conterrâneos, participando intensamente dos movimentos sociais, sempre requisitado para obras comunitárias. E da política partidária no preenchimento de encargos não só no município, mas ainda no âmbito estadual, sempre prestigiado por candidatos que o reconheciam com liderança, para quem era farol e conselho. Ocupou diversas funções municipais e estaduais, com destacados desempenhos. Fui-lhe grato, quando candidato a prefeito em 1988, por haver, junto com seu irmão e meu cunhado José, se empenhado para que alcançasse sucesso. Kiwal deixa um vazio para os que o apreciavam. Pesar e solidariedade a Ana Lúcia, Ana Alice, Antonio João, Paulo Antonio e demais e estimados parentes.

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