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Algumas parêmias de LF Verissimo

Em 06/03/2026 às 13:53h, por José Carlos Teixeira Giorgis

Já foi dito. Com a criação do Analista de Bagé, Luis Fernando Veríssimo tornou a cidade mais conhecida no país que “pomada Minâncora”, aproveitando aqui um contraponto que ele emprega em sua obra. Deu-lhe fama, como fizeram outros episódios, outros heróis e outros políticos. Quem, em outras plagas, não foi inquirido sobre o psicanalista do joelhaço e sua recepcionista Lindaura, uma chinoca que com ele deitava “só no Natal”?

Sua terapia, era “mais comentada que vida de manicure”, e com uma escola nos Estados Unidos de “BSM”, ou “Bage Sensitivization Method”. Também foi fundada a Sociedade Psicanalítica de Bagé, que se reunia semanalmente no CTG Rincão da Sublimação Consciente, “o único lugar do Estado em que a mancha de gordura na toalha de papel é interpretada na hora”. Os integrantes dela consideravam o analista uma rês desgarrada por ser muito radical; e segundo este “só não me expulsaram ainda porque querem me capar antes”.

Informações registram que o analista teria consultório em Bagé, Porto Alegre e no Baixo Leblon (“espécie de Bagé com manobrista”) e teria abandonado a profissão para viver em Ipanema com uma artista da Globo. Outros, ao contrário, afirmam que se aposentou pelo INSS e vive com Lindaura numa estância nos fundos das Palmas, possivelmente lindeiro aos campos da esposa do Dr. Pureza de Carvalho.

Aqui, e como um memorial, se transcrevem alguns ditos do imortal Luis Fernando Veríssimo, um dos mais talentosos e criativos autores brasileiros, motivo de momentos de riso e descontração, com o laconismo de frases, diálogos e histórias, algumas irônicas, mordazes e machistas como o personagem, que o tornam incomparável na literatura do país. Ei-ls, muitas já incorporadas ao vocabulário rio-grandense:

“História apócrifa é a mentira bem-educada - Charlando que nem china da fronteira, pra não perder tempo nem dinheiro - Quem gosta de aglomeramento é mosca em bicheira - Em mulher e cavalo novo não se mete a espora - Carência afetiva é falta de homem - É como luva de maquinista, tão folgada que qualquer um bota a mão - Em mulher só se bate pra descarregar energia - Na angústia o melhor é cortar o mal pela mandioca - Bobagem é espirrar na farofa - Mais eficiente que purgante de maná e japonês na roça - Mais ortodoxo que caixa de maisena - Cavalo manso é pra ir à missa - Mais caro que argentina nova na zona - Mais comprido que bombacha de gringo - Pode tomar o mate que os micróbios são de casa - Não existe gaúcho homossexual, mas apenas algumas correntes migratórias - Quem não nasceu em Bagé está se arriscando… - Mais ortodoxo que cafiaspirina e braguilha com botão - Mais freudiano que suspensório e pastilha Valda - Esperta que nem gringo de venda - Mulher que fala chiado ou com erre muito carregado, se não é defeito, é desfrute”.

Em entrevista ao Coojornal, periódico da Cooperativa dos Jornalista do RS, que funcionou até meados de 1980, assim disse o analista de Bagé. “Pues, sou freudiano de bandeirinha, e quando vem um paciente com histórias que o stress não deixa ele trepar, ou a mulher é dominadora ou ele acha o sexo mais nojento que o mocotó de ontem, eis diagnostico na paleta: esse não brarranqueou! Não há coisa mais linda que uma barranqueada a céu aberto. Sobre o veadismo que campeia no Rio Grande respondeu: “Não quero falar mal, mas tem entrado muito uruguaio ultimamente. Não existe gaúcho homossexual. Existe apenas bajeense que não deu certo”. Sobre o feminismo “pos sou a favor. Acho que toda mulher deve lutar por sua igualdade, desde que não interfira com o serviço da casa. Depois de pendurar as roupas ela pode fazer o que bem entender. ” Como o senhor explica o fato do seu conterrâneo Milito, mais conhecido como general Garrastazu Médici, não tê-lo convidado para suas bodas de ouro? “Não me importei. Nossas famílias não se- davam. Quando anunciaram que um filho de Bagé era o mais novo Presidente da Revolução, meu pai observou: - Bem feito, quem mandou sair daqui? ”.

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Veríssimo e o Guarany. Sabidamente torcedor fanático pelo Internacional, o analista não deixou de se referir ao alvirrubro da fronteira. Na entrevista foi indagado se era maragato ou chimango, a que redarguiu: - “Maragato, Guarany, Internacional, Iolanda Pereira, João XXIII, sal grosso em vez de salmoura, tango, mulher ancuda, pinga ardida, fumo de rama, filme de pirata e não sei c....sem ler o Correio”.

Quando atendeu uma consulta de um paciente depressivo, depois de inquiri-lo sobre diversos itens (se comia bem, tinha casa com galpão, não ser veado, e carnê em dia) lascou o conselho. –“ Então, ó bagual. Te preocupa com a defesa do Guarany e larga o infinito”.

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