MENU

Identifique-se!

Se já é assinante informe seus dados de acesso abaixo para usufruir de seu plano de assinatura. Utilize o link "Lembrar Senha" caso tenha esquecido sua senha de acesso. Lembrar sua senha
Área do Assinante | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler

Ainda não assina o
Minuano On-line?

Diversos planos que se encaixam nas suas necessidades e possibilidades.
Clique abaixo, conheça nossos planos e aproveite as vantagens de ler o Minuano em qualquer lugar que você esteja, na cidade, no campo, na praia ou no exterior.
CONHEÇA OS PLANOS

Colunistas

Diones Franchi

  • Jornalista e Mestre em História

Bagé entre o passado e o futuro

Em 06/03/2026 às 13:53h, por Diones Franchi

Bagé é um município brasileiro da região Sul, no estado do Rio Grande do Sul, localizado próximo ao rio Camaquã, possuindo uma população de aproximadamente 120.000 habitantes.

Limita-se ao norte com os municípios de Caçapava e Lavras do Sul; a oeste, com o município de Dom Pedrito e com o Uruguai; ao sul, com Aceguá e o Uruguai; e a leste, com os municípios de Herval e Pinheiro Machado. A cidade encontra-se a 212 metros de altitude e seu clima é subtropical, com chuvas regulares que proporcionam uma média anual de 1.350 milímetros. Sua economia é baseada na agricultura, pecuária e comércio local. Antes de ser um povoado, a região de Bagé ficou por um tempo em disputa entre Portugal e Espanha, sendo delimitada em 1750 por meio do Tratado de Madri.

Mais tarde, em 1774, surgiria o Forte de Santa Tecla, durante a invasão espanhola de 1763 a 1776. Era necessário manter a ordem, pois as terras delimitadas pertenciam, naquele momento, à Espanha. Os portugueses reivindicaram o território e, em 23 de março de 1776, após 26 dias cercando o Forte, o sargento-mor Rafael Pinto Bandeira, com um contingente de 1.500 portugueses, derrotou os 210 espanhóis que se instalaram no Forte.

Em 1801, os portugueses novamente atacaram o Forte, sob o comando de Patrício Corrêa da Câmara, integrante das forças de Rafael Pinto Bandeira, e venceram os espanhóis. Desse dia em diante, a região teve domínio português definitivo.

De acordo com historiadores, a origem do nome Bagé tem versões diferentes, sendo uma delas a existência, nesta região, de uma tribo de índios charruas, comandados por um velho cacique chamado Ibagé. Segundo a cultura popular, o índio Ibagé estaria enterrado no cerro da cidade, apesar de sua existência nunca ter sido comprovada.

A origem da palavra, segundo o Arquivo Público do Estado, é Ibagé, mas se pronuncia Bagé. O nome Ibagé significa, segundo o folclore, “o que veio do céu”, e Bagé significaria, então, “vindo do céu”. Outros autores dizem que o nome Bagé pode significar cerro, elevação ou monte. A conclusão mais aceita sobre a origem do nome da cidade é a existência de outra expressão indígena, chamada “bag”, que também significa “cerros”, sendo, então, originado o nome Bagé.

A fundação do município é em 17 de julho de 1811, pois, segundo o historiador Tarcísio Taborda, essa é a data em que o Exército Pacificador, comandado por Dom Diogo de Souza, rumou de um acampamento de Bagé para o rio Jaguarão, em direção à Banda Oriental (Uruguai). Essa data é considerada o aniversário do município, pois, a partir desse evento, o acampamento torna-se um povoado.

Até 1832, Bagé pertenceu a Rio Pardo, quando então passou a integrar a cidade de Piratini. Em 1856, é criado o município de Bagé e, logo após, em 1859, é elevado à categoria de cidade.

Bagé é considerada a Rainha da Fronteira, por fazer fronteira com o Uruguai, sendo um município de destaque no sul do estado do Rio Grande do Sul. O município, atualmente, encanta com sua arquitetura das antigas casas e estreitas ruas, respirando o passado, mas com a necessidade de olhar também para o futuro.

{AD-READ-3}

Referências:

FAGUNDES, Elisabeth Macedo de. Inventário Cultural de Bagé. Porto Alegre: Praça da Matriz, 2012.
LEMIESZEK, Cláudio de Leão; GARCIA, Élida Hernandes. Primazias de Bagé / Um Guia Incompleto. Bagé: Ediurcamp, 2013.

Leia Também...
Coluna Gol de Placa com Telmo Carvalho Há 19 horas por Telmo Carvalho
Sursum corda Ontem por José Carlos Teixeira Giorgis
Coluna Gol de Placa com Telmo Carvalho Há 19 horas por Telmo Carvalho
Domingo da Pinhata Há 19 horas por José Carlos Teixeira Giorgis
Coluna Gol de Placa Há 19 horas por Telmo Carvalho
Mesa na calçada Há 19 horas por José Carlos Teixeira Giorgis
PLANTÃO 24 HORAS

(53) 9167-1673

jornal@minuano.urcamp.edu.br
SETOR COMERCIAL

(53) 3242.7693

jornal@minuano.urcamp.edu.br
CENTRAL DO ASSINANTE

(53) 3241.6377

jornal@minuano.urcamp.edu.br