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Conversa de sábado

Em 06/03/2026 às 13:53h, por José Carlos Teixeira Giorgis

W. Somerset Maugham tornou-se um dos mais populares escritores ingleses, encantando gerações com obras como Servidão Humana, Fio da Navalha, Um Gosto e Seis Vinténs, além de outras novelas e contos. Sua técnica criativa era apurada, emprestando a seus livros o mistério e emoção da narrativa policial, como já disse alguém. No prefácio de um deles, desculpando-se perante os leitores por usar a primeira pessoa em suas criações, Maugham leciona que há três maneiras de construir uma história.

Pode fazê-lo do ponto de vista divino, como quem sabe tudo a respeito de sua personagem, presente em todas as ações, conhecedor de seus pensamentos íntimos, como fazem Maupassant ou Tchekhov´. É um modo simples e bom, diz ele, mas o inconveniente está na impessoalidade, quando se obriga a comentar todos os problemas e atitudes de sua criatura, agindo como se fosse um dos atores. Sua objetividade, então, dá uma leve sensação de aridez. E logo, quando manifesta sua simpatia por alguma das pessoas, deixa de ser objetivo, e a quem sempre cuidara de maneira pormenorizada. O efeito geral é o tédio. E mais, precisa ter cultura enciclopédica tantos são os assuntos em que sua personagem se envolve.

Outro método de contar uma história, e que goza de considerável preferência, é fazê-lo do ponto de vista de uma das personagens, seja essa com um papel essencial ou como simples observadora. É como fazer coro dos dramas gregos, está-se aí para observar e comentar, expondo-lhe circunstâncias que o leitor deve saber, além de mostrar, às vezes, uma participação discreta e secundária na ação. Existe o perigo de dedicar demasiada relevância além de se envolver em toda marcha da narrativa. Embora usada com inteligência por autores como William James, talvez fosse melhor valorizar uma das personagens principais. A economia do método agrada e o defeito é a unilateralidade, pois as outras pessoas são tratadas com diferenças, o que pode desagradar ao leitor.

E a terceira maneira, uma história, comprida ou curta, pode ser escrita na primeira pessoa; e neste caso o narrador pode ser o protagonista ou apenas um observador. É verdade, diz Maugham, que o método tende a estabelecer uma intimidade entre leitor e escritor, pois permite a este introduzir um pouco de encanto, ou seja, dar à história um ar de plausibilidade que de outra forma talvez faltasse. A novela policial revelou para todos um fato novo: a revelação gradual do caráter de uma personagem, o que mantém a emoção, pois nada de mais exasperante que o leitor descobrir uma coisa que o autor já conhece desde o começo.

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Heinrich Heine, além de referido por Freud, foi tido por Marx como um de seus autores prediletos. Heine, antes de Marx, proclamara o papel importante que o proletariado seria chamado a desempenhar, o que não impediu que Karl como Engels o tratassem com ironia. Teóphile Gautier o descrevia como um homem bonito e de boa saúde; Menzel como o pequeno judeu de vestes hilariantes; os nazistas, embora entoassem a canção Lorelei, não lhe atribuíam a autoria, mas ao uso popular. Jornalista, poeta, novelista e dramaturgo, Heine influenciou, segundo os críticos, Dostoievski, Nietzsche e Brecht.

Crente de seu talento e fama, Heine certa vez foi à mansão de Goethe, imaginando uma recepção calorosa por parte do gigante da literatura alemã. Ao sair, indagado por um terceiro sobre a visita, respondeu no seco: “- É muito boa a cerveja de Weimar” ...

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A ausência de Sapiran Brito cava um vazio na cultura bajeense. Era um de nossos mais prendados intelectuais, embora seu habitual comedimento. Ator, escritor, gestor, político de enorme coerência, cidadão de grande popularidade, esteve na raiz das melhores iniciativas artísticas e literárias em nossa cidade. Seu legado, construído junto com Marilu e Zeca, não será esquecido.

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